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Por que criptomoedas valorizam e desvalorizam tão rápido?

Desempenho do bitcoin, principal criptomoeda do mundo, dita a movimentação do mercado como um todo

16 setembro 2021 - 14h46Por Redação SpaceMoney

Já sabemos que é comum que os chamados “ativos digitais”, ou criptomoedas, tenham grandes flutuações em seu valor em um curto período de tempo. Em julho de 2021, por exemplo, o bitcoin era cotado a US$ 31.813. Já em setembro, dois meses depois, a moeda estava valendo cerca de US$ 45.730

Chris Williams e Ali Martinez, dois analistas americanos especializados no mercado de ativos digitais, prevêem grande possibilidade de que o bitcoin volte em breve aos patamares de preço abaixo dos US$ 20 mil dólares, criando uma pressão vendedora em todas as moedas digitais.

Segundo o CEO da Delta Exchange (especializada na negociação de criptomoedas), Pankaj Balani, esse fenômeno seria um “banho de sangue” para o mercado.

Mas por que isso acontece? Normalmente, o desempenho do bitcoin, principal criptomoeda do mundo, dita a movimentação do mercado como um todo.

Se o bitcoin cai, é possível que moedas como ethereum, dogecoin e binance coin também registrem perdas. E o contrário também acontece: se o bitcoin sobe, há grandes possibilidades de que as altcoins (moedas alternativas) também tenham ganhos.

Criptomoedas: volatilidade para o bem e para o mal

Da mesma forma que essa volatilidade “intensa” das criptomoedas é capaz de levar investidores ao desespero, ela também é um dos principais fatores que sustentaram sua rápida valorização. A sensação de que elas podem trazer fortuna em pouco tempo faz com que a procura pelas moedas digitais cresça e, com isso, seu valor suba.

Entretanto, ao menor sinal de queda, muitos ficam com medo de perder dinheiro e começam a vender, aumentando a oferta de moedas no mercado e, por conta disso, derrubando o seu valor. 

Além da oferta e procura, outros fatores (e pessoas) fazem o bitcoin e o mercado de ativos digitais flutuar diariamente. Confira:

Elon Musk

Uma das maiores celebridades mundiais dos últimos tempos, o bilionário Elon Musk é dono da empresa de carros elétricos Tesla e da fabricante de foguetes SpaceX. 

De uns tempos para cá, as declarações de Musk no Twitter tem tido “peso de ouro” no mercado de criptos.

Para se ter uma ideia, quando o bilionário citou a criptomoeda dogecoin em um de seus posts na rede social, a cotação do ativo disparou. O mesmo acontece quando ele comenta sobre o bitcoin: a cotação da moeda reage imediatamente, com grandes altas ou baixas.  

O motivo para isso acontecer é que, recentemente, Musk fez grandes investimentos em ativos digitais e afirmou que a Tesla passaria a aceitar bitcoins para a compra de automóveis. Essa declaração foi importante, pois ajudou a trazer confiança para o bitcoin ser visto como uma moeda “de verdade”, com valor real.

Hoje, não é possível comprar carro de nenhuma marca diretamente com bitcoin. É preciso primeiro trocar a cripto pela moeda local, como dólar ou real. A “validação” dada ao bitcoin por Musk pode significar a superação dessa grande barreira do mercado de criptomoedas, e por isso gerou grande valorização.

Porém, nem tudo são flores. Poucos dias depois, o bilionário voltou atrás na declaração, o que fez o bitcoin cair. Em 22 de julho deste ano, porém, ele voltou a afirmar que donos de bitcoin poderão, sim, comprar carros da Tesla diretamente com a criptomoeda. 

China

A China é outra grande influenciadora do “sobe e desce” das criptomoedas. O país asiático abriga grande parte dos mineradores de criptos do mundo – computadores super potentes que resolvem problemas matemáticos e tornam viáveis as negociações com criptomoedas.

Ao “resolver” essas fórmulas, as pessoas e empresas com esses computadores são remunerados em moedas digitais. 

A questão é que, recentemente, o governo chinês tem promovido várias restrições à prática no país e sempre quando há um desses “ataques” à mineração, o mercado de criptomoedas reage negativamente, apresentando quedas bruscas.

Baleias

“Baleia” é o nome dado às pessoas e empresas que têm muitas criptomoedas, como os investidores institucionais. Normalmente, as baleias controlam grandes quantidades de ativos digitais, na casa das centenas de milhões.

Ou seja, quando eles realizam alguma movimentação financeira – como vender muitas moedas de uma vez -, causam um alvoroço no mercado.

Esses investidores muitas vezes costumam utilizar esse “poder” como estratégia para elevar ou baixar artificialmente os preços das criptomoedas como forma de obter lucro. Uma delas é a chamada “paredes de compra ou venda”.

Como funciona: as baleias realizam  grandes quantias de ordens de compra de bitcoin. Com isso, o preço da moeda tende a aumentar abruptamente. Nesse momento, eles aproveitam para vender suas criptomoedas durante a alta e lucrar com o movimento.

Como proteger seu dinheiro?

Ganho de 20% em um dia e desvalorização de 15% no outro é algo comum no mercado de criptomoedas. Portanto, a primeira recomendação antes de começar a investir nesse tipo de ativo é ter o máximo de informação possível para não ser pego de surpresa.

Um dos recursos que os investidores de criptomoedas utilizam para se proteger da grande volatilidade do mercado é o “stop-loss”, programação de ordem automática de venda na corretora, para evitar grandes perdas com quedas bruscas de cotação.

O processo é o mesmo utilizado em home brokers por day traders. Confira neste texto como funciona em detalhes essa ferramenta.

Outra dica é manter sua carteira diversificada. Isto é, aportar em diferentes ativos e não unicamente em criptomoedas. Dessa maneira, você se protege contra os riscos e não fica “refém” dos fatores que influenciam o mercado de ativos digitais.

Procure conhecer as diversas opções que o mercado financeiro oferece, tanto em renda fixa e variável, como títulos, ações e fundos de investimento.

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