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Ideal é ter calma e fazer as contas

Financiou imóvel com correção pela poupança e está com medo da Selic? Veja o que fazer

Modelo se tornou atrativo por conta da queda dos juros nos últimos dois anos, mas pode encarecer parcelas no futuro

06 abril 2021 - 14h44Por Redação SpaceMoney

Modalidade recente no mercado, o financiamento corrigido pela caderneta de poupança já está na prateleira de bancos como Caixa Econômica Federal, Itaú e Banco Inter para quem quer adquirir imóveis novos, usados ou fazer construções e reformas. 

O modelo se tornou atrativo por conta da queda dos juros nos últimos dois anos. Até o mês passado, coma Selic na sua mínima histórica, de 2% ao ano, investimentos em renda fixa - como é o caso da poupança - também foram puxados para baixo, o que indiretamente significava parcelas mais baratas para mutuários desse tipo de financiamento. 

Mas e agora, considerando o recente aumento da Selic para 2,75% ao ano, e com indicação de mais altas no futuro, como fica a situação de quem já contratou um financiamento imobiliário corrigido pela poupança? O que deve fazer?

Para o planejador financeiro da Planejar Marcelo Milech o momento não é de correr para a mesa do gerente do banco, mas ter calma e fazer as contas. “Mudar as condições do contrato com o banco implicará novos custos, como registro, e em aceitar as condições que a instituição vai oferecer. É provável que eles exigirão um prêmio para fazer essa troca, além de impor condições e patamar de juros dentro de um novo contexto de mercado, que está pior que no ano passado. Então quem estiver pensando em refazer deve tomar muito cuidado e procurar alguém que ajude a fazer a conta para ver se compensa”, explica. 

Para Milech, com condições “nunca vistas” para se tomar crédito imobiliário, o melhor caminho para quem quer comprar um imóvel é mesmo seguir com o prefixado. “Com taxa de juros entre 7% e 8% e taxa referencial zerada, o cenário ainda é muito favorável em longo prazo para os financiamentos prefixados. Pode ser que a Selic se mantenha comportada nos próximos anos, mas como disse o ex-ministro Pedro Malan: ‘no Brasil, até o passado é incerto’. Então, melhor não correr o risco”, avalia.   
 

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