terça, 07 de dezembro de 2021
Como arrumar emprego

Como arrumar emprego? Estas dicas podem ajudar durante a crise

12 maio 2020 - 17h53Por Carolina Unzelte

São quase 13 milhões de desempregados no Brasil, segundo os dados mais recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística — e esse número ainda deve aumentar por conta das dificuldades econômicas trazidas pela pandemia do novo coronavírus.  Se você está nessa situação, esta SpaceDica traz dicas para otimizar sua busca pelo próximo posto de trabalho. 

1. A preparação também é emocional

Muito se fala sobre manter o currículo atualizado e atraente, mas o desafio que esta crise traz aos profissionais vai além das capacidades técnicas. Em meio a um noticiário negativos e condições instáveis, vai se destacar o candidato que sabe manter a lucidez, diz Bianca Machado, gerente sênior da Catho.  "O maior índice de contratação é de quem se adapta à crise", explica. "É preciso ter inteligência emocional e autoconhecimento para trabalhar em condições adversas, sejam elas o home office ou a busca por nova colocação".  A busca por uma vaga pode ser estressante, mas é importante manter a persistência, lembra Celson Hupfer, CEO da Connekt, plataforma de recrutamento digital. "É normal que o número de recusas seja maior, afinal as oportunidades estão restritas", diz o especialista. "Mas sua missão principal é a procura de emprego e só não pode desistir". 

2. Abrace a mudança

Ainda não é possível saber como será o mundo do trabalho pós-pandemia, mas ele já começa a se traçar durante o isolamento social. A flexibilidade é cobrada de quem está trabalhando de casa, mas também de quem tenta uma nova posição.  O segredo pode ser pensar menos no seu currículo e mais nas suas habilidades para além dele, indica Nayara Cardoso, professora do curso de administração do Mackenzie. "Fomos condicionados a buscar emprego pensando em nossa formação e experiências, mas temos muito mais a oferecer", afirma.  Se você é engenheiro ou economista, por exemplo, significa que domina matemática, certo? Então por que não dividir esse conhecimento com estudantes universitários que precisam de reforço? "É preciso avaliar a demanda no momento que vivemos e oferecer o possível dentro das suas capacidades", diz a professora.

3. Conhecimento não ocupa espaço

Se a oferta de novas vagas diminuiu, o movimento é o contrário quando falamos de lives, cursos online e webinars. "É a hora para se organizar e aproverar essas ferramentas, que são ótimas maneiras de se desenvolver", recomenda Francisca Mainardi, gerente da empresa de recrutamento Michael Paige.  O conhecimento também pode vir a partir de um novo olhar sobre si mesmo como profissional. "Mostrar o seu currículo para um amigo pode trazer bons insights", recomenda Celson, da Connekt. "A avaliação individual muitas vezes não é a mais adequada". Segundo o especialista, entre os erros mais comuns está o tamanho do CV — por vezes muito extenso, outras vezes curto demais.

4. A presença agora é online

"Sua rede social é sua vitrine", lembra Nayara Cardoso. Se antes os recrutadores já varriam a presença online dos candidatos, esse movimento se intensifica com a internet sendo o principal meio para os processos seletivos.  "É preciso mudar o histórico das mídias sociais para mostrar coerência", recomenda a professora. Ajustar o tom de todas as redes, incluindo as de maior uso pessoal, faz a diferença para construir uma imagem adequada. "Não adianta ter um Linkedin bacana e uma foto inadequada no Whatsapp", diz Cardoso.  Os processos 100% online, com entrevistas por conferências por vídeo, trazem um desafio inédito. "Não há prejuízo ao conteúdo da conversa", diz Francisca Mainardi. "Mas um toque da pessoalidade é perdido quando não estamos pessoalmente".

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