
O vice-líder do governo Luiz Inácio Lula da Silva no Senado, Weverton Rocha (PDT-MA), reagiu publicamente após ser alvo de uma operação da Polícia Federal. Em nota oficial divulgada logo após as diligências, o parlamentar enviou uma mensagem direta ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, responsável por autorizar a ação policial que também mirou o advogado Willer Tomaz.
Reação do parlamentar e bastidores da política
No pronunciamento oficial, Weverton Rocha destacou a falta de respaldo do Ministério Público e fez menção às pressões no cenário político de Brasília. O senador fez questão de frisar que a medida cautelar não contou com o aval do órgão fiscalizador da lei.
“Diante da dureza do jogo político, reafirmo que não me renderei. Manter-me-ei firme no propósito de lutar pelo Maranhão, ao lado de todos que mais precisam”, declarou o senador.
Divergência entre a PGR e o ministro do STF
O ponto central de contestação envolve o parecer emitido pela Procuradoria-Geral da República (PGR). O órgão manifestou-se contrariamente à realização dos mandados de busca e apreensão. Como alternativa menos invasiva, a PGR sugeriu apenas a quebra do sigilo bancário e fiscal para averiguar a origem dos recursos financeiros.
Apesar da recomendação do órgão ministerial, André Mendonça rejeitou a posição da PGR e acolheu integralmente os argumentos da Polícia Federal. Com a autorização do magistrado, agentes federais cumpriram 18 mandados de busca e apreensão no Distrito Federal e no estado do Maranhão.
Os argumentos de André Mendonça para liberar as buscas
A decisão tramita em segredo de justiça sob a Petição 16435. Em trecho do despacho, o ministro justificou a necessidade das medidas cautelares com base no acervo probatório apresentado pelos investigadores.
Mendonça enfatizou que a medida era indispensável para colher elementos úteis às investigações e que as suspeitas policiais não se amparavam em meras especulações.
“A busca e apreensão exige fundadas razões de que a diligência se destina à apreensão de objetos, documentos e elementos úteis à prova de infrações penais. No caso, tal requisito mostra-se presente. A narrativa policial não se ampara em meras conjecturas, mas em conjunto articulado de mensagens extraídas de aparelhos eletrônicos, metadados documentais, vínculos societários, coincidências cadastrais, estruturação empresarial, inteligência financeira e descrição de fluxos patrimoniais em tese incompatíveis com a licitude ordinária”, fundamentou o ministro do STF.
Próximos passos das investigações
A operação amplia a tensão entre a base aliada do governo no Congresso e decisões monocráticas do Supremo Tribunal Federal. Com o material apreendido durante as buscas no Distrito Federal e no Maranhão, a Polícia Federal dará prosseguimento às perícias nos fluxos financeiros e na estrutura empresarial citada no processo





