O feriado de 7 de Setembro, que celebra a Independência do Brasil, foi usado por presidenciáveis para uma série de atividades públicas e políticas. Enquanto parte dos candidatos participou de atos na Avenida Paulista e em outros pontos de São Paulo, outros concederam entrevistas, cumpriram agendas fora do país ou não registraram compromissos públicos de campanha. Segurança pública e questionamentos ao funcionamento do Judiciário estiveram entre os temas mais citados durante o dia.

Críticas ao STF e propostas de endurecimento marcam atos em São Paulo

Na Avenida Paulista, Flávio Bolsonaro (PL) discursou diante do Masp e criticou ministros do Supremo Tribunal Federal. O candidato afirmou que pretende trabalhar para resgatar a confiança no Judiciário.

Renan Santos, do partido Missão, participou de ato no Obelisco do Parque do Ibirapuera, também na capital paulista. Ele defendeu punições mais rígidas para ministros da corte, chegando a citar a possibilidade de afastamento e prisão.

Romeu Zema (Novo) escolheu a Avenida Paulista para defender mudanças no processo de indicação de ministros para os tribunais superiores. O candidato propôs que os escolhidos tenham mais de 60 anos, experiência acadêmica e que as instituições jurídicas tenham participação ampliada na escolha dos nomes.

Flávio Bolsonaro lança pacote de promessas para segurança pública

No mesmo ato, Flávio Bolsonaro declarou que, se eleito, vai classificar as facções criminosas como narcoterroristas e reduzir a maioridade penal. Ele também defendeu a aplicação de castração química em condenados por estupro e a fixação de pena de oito anos de prisão para o crime de roubo de celular.

O presidenciável do PL disse que será radical nessas pautas e que pretende governar também para os eleitores que não votarem nele. Ele prometeu ainda ações para reduzir as taxas de juros, elevar a qualidade no Sistema Único de Saúde (SUS) e garantir capacitação dos jovens para o mercado de trabalho ou para abrir o próprio negócio.

Hertz Dias leva pauta da soberania a Cajamar

Hertz Dias, do PSTU, participou do Grito dos Excluídos em Cajamar e usou o evento para defender direitos dos trabalhadores e o controle público das riquezas do país. Em sua manifestação, também destacou a necessidade de garantir soberania nacional.

O candidato afirmou que é preciso enfrentar os imperialismos e que o Brasil não pode permanecer subordinado aos interesses das grandes potências. Na visão dele, esses países controlam setores estratégicos da economia e influenciam o destino da produção, do comércio e das riquezas nacionais.

Entrevista, agenda externa e ausência de Lula completam o dia

Clariana Barão, do DC, concedeu entrevista ao canal Bacci Notícias TV e também participou de ato na Avenida Paulista. Em suas declarações, defendeu a ampliação da participação feminina em cargos públicos, dizendo que países com mais mulheres no poder têm menor corrupção.

Ela acrescentou que empresas dirigidas por mulheres são, em sua visão, mais lucrativas, o que reforçaria a importância de eleger representantes femininas para postos de decisão.

Edmilson Costa, do PCB, cumpriu agenda externa em Lisboa com atividades ligadas à secretaria-geral da sigla. Já Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, não registrou compromissos abertos de campanha nesta data.