Pesquisa Quaest divulgada nesta segunda-feira (7) mostra que 33% dos brasileiros afirmam que a renda da família não aumentou no último ano, enquanto 21% dizem que a renda subiu menos que o custo de vida. O levantamento também aponta que 33% avaliam que renda e custo de vida subiram no mesmo ritmo e 10% afirmam que a renda aumentou mais que os preços.
Os entrevistados foram questionados: “Pensando no que sua família ganha e no aumento dos preços no último ano, você diria que…”. Em comparação com o levantamento anterior, realizado em 2 de setembro, os percentuais se mantiveram estáveis: 33% seguem sem aumento de renda, 33% relatam alta equivalente ao custo de vida, 21% apontam aumento menor que os preços e 10% afirmam ganho acima do custo de vida. Não souberam ou não responderam 3%.
No cenário do primeiro turno sem Pablo Marçal, a percepção de renda aparece associada à intenção de voto. Entre os eleitores que dizem que a renda aumentou mais que o custo de vida, Lula (PT) lidera com 76%. Já Flávio Bolsonaro (PL) tem melhor desempenho entre aqueles que afirmam não ter tido aumento de renda, com 34%.
Intenção de voto por percepção de renda
No grupo em que a renda subiu mais que o custo de vida, Lula pontua 76%, Flávio Bolsonaro 11%, Augusto Cury (Avante) 2%, Renan Santos (Missão) 1% e Ronaldo Caiado (PSD) 1%. Brancos, nulos e eleitores que não pretendem votar somam 4%, e indecisos, 3%. A margem de erro é de 7 pontos percentuais.
Entre os que avaliam que a renda aumentou no mesmo ritmo do custo de vida, Lula tem 48%, Flávio Bolsonaro 23%, Cury 9%, Renan Santos 3% e Caiado 3%. Brancos/nulos somam 6% e indecisos, 6%. A margem de erro é de 4 pontos.
No grupo em que a renda subiu menos que o custo de vida, Flávio Bolsonaro lidera com 39%, seguido por Lula, com 23%. Cury aparece com 9%, Renan Santos e Caiado com 3% cada. Brancos/nulos são 8% e indecisos, 10%. A margem de erro é de 5 pontos.
Entre os que relatam renda estagnada, Flávio Bolsonaro também lidera, com 34%, contra 23% de Lula. Cury tem 9%, Renan Santos e Caiado 3% cada. O percentual de brancos/nulos chega a 10% e o de indecisos, a 12%. A margem de erro é de 4 pontos.
Metodologia
A Quaest entrevistou 2.004 pessoas com 16 anos ou mais em todo o país entre os dias 3 e 6 de setembro. A margem de erro do levantamento é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-01720/2026.





