
O Novo, sob a presidência de Eduardo Ribeiro, aposta no ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema como pré-candidato à Presidência da República, mas enfrenta o desafio de firmar alianças com o PL nos estados para superar a cláusula de barreira. A regra exige que os partidos obtenham 2,5% dos votos válidos para a Câmara dos Deputados, distribuídos em pelo menos nove estados com no mínimo 1,5% em cada um, ou elejam 13 deputados federais em nove estados. Para 2026, o partido prevê usar os recursos acumulados — cerca de R$ 100 milhões de fundo partidário desde 2018, mais R$ 37 milhões do fundo eleitoral — e estima um orçamento total entre R$ 80 milhões e R$ 90 milhões. O crescimento nas eleições municipais de 2024, quando saltou de 35 vereadores e 1 prefeito para 264 vereadores, 36 vice-prefeitos e 19 prefeitos, serve de base para a expectativa de repetir o salto nas eleições gerais.
A estratégia do Novo para 2026
O presidente do Novo, Eduardo Ribeiro, avalia que o partido chega mais forte em 2026, com capacidade de apresentar nominata completa na maioria dos estados — ou seja, candidatos a governador, vice-governador e deputado estadual em todas as vagas. Na Câmara, onde atualmente tem cinco deputados, a meta mínima é de 12 eleitos, com projeção otimista de 15 a 20. Ribeiro declarou: “No mínimo 12, mas a projeção mais otimista seria de 15 a 20 deputados. Se tudo der errado, a gente faz 12. E se o Zema crescer, passar de dois dígitos e ficar mais competitivo, a tendência é puxar mais.”
O partido espera que a candidatura presidencial de Zema impulsione o desempenho dos candidatos ao Legislativo, mas a estratégia enfrenta um dilema: nos estados, o Novo não tem conseguido abrir mão de coligações com o PL, partido de Flávio Bolsonaro, para garantir o rompimento da cláusula de barreira. Você pode acompanhar os bastidores e as principais decisões da política em tempo real aqui na SpaceMoney.
O desafio da cláusula de barreira
A cláusula de barreira estabelece critérios rigorosos para acesso ao Fundo Partidário e ao tempo de propaganda no rádio e na TV. Para 2026, o Novo precisa atingir 2,5% dos votos válidos nacionais, com distribuição em ao menos nove estados (1,5% em cada), ou eleger 13 deputados federais em nove estados. Atualmente com cinco deputados, a legenda precisa mais que dobrar a bancada para cumprir a segunda opção.
Alianças com o PL nos estados
Nos estados, o Novo tem buscado alianças com o PL para aumentar sua capilaridade, mesmo que isso contraste com a candidatura presidencial de Zema, que se apresenta como alternativa ao bolsonarismo. O ex-governador de Minas Gerais deu declarações que podem influenciar o desempenho da chapa, mas o partido aposta que o crescimento de Zema nas pesquisas puxará votos para os candidatos proporcionais.
Ribeiro destacou que o partido reviu a estratégia de não usar recursos públicos, adotada em 2018 e 2022, e passou a utilizar o fundo partidário e eleitoral a partir de 2024, o que deu resultado nas municipais. Para 2026, o Novo terá cerca de R$ 37 milhões do fundo eleitoral, além do montante acumulado, totalizando um orçamento inédito de R$ 80 milhões a R$ 90 milhões.
Recursos financeiros e expansão partidária
O partido acumulou quase R$ 100 milhões de fundo partidário entre 2018 e 2024, parte já utilizada na expansão. O orçamento previsto para 2026 é muito superior ao de eleições anteriores, segundo Ribeiro. A expectativa é replicar o crescimento das municipais, quando o Novo passou de 35 vereadores e 1 prefeito (em 2020) para 264 vereadores, 36 vice-prefeitos e 19 prefeitos (em 2024).
Com nominata completa na maioria dos estados, a legenda projeta eleger no mínimo 12 deputados federais, mas o número pode chegar a 20 se Zema crescer nas pesquisas. O sucesso das alianças com o PL nos estados será crucial para garantir o cumprimento da cláusula de barreira e consolidar o Novo como força política nacional.





