O presidente Lula (PT) afirmou nesta quarta-feira (16) que usará o discurso na Assembleia Geral da ONU para cobrar paz, segundo o g1. A declaração foi feita durante encontro com lideranças evangélicas no Palácio do Planalto.

O encontro no Planalto reuniu pastores brasileiros e americanos, além de uma líder religiosa cubana. Pelo Palácio passaram ainda Jorge Messias, advogado-geral da União, e Janja da Silva, a primeira-dama, que segundo Lula colaborou na organização da reunião.

Aos religiosos, o presidente disse que pretende pressionar os cinco países com assento permanente no Conselho de Segurança. Segundo ele, essas nações poderiam encerrar guerras, mas são justamente as que iniciam conflitos e vendem armas. “Eu tenho uma causa”, afirmou.

Sobre religião, ele avaliou que as igrejas podem contribuir para difundir paz e esperança, mas defendeu que templos fiquem fora da disputa eleitoral. Também pediu o apoio das igrejas a uma política de atenção aos idosos que, segundo Lula, o governo quer lançar no ano seguinte, caso seja eleito.

Lula viaja a Nova York para a 81ª Assembleia Geral das Nações Unidas, que começa na terça-feira (22). Desde 1955, o Brasil abre a lista de oradores, seguido pelos Estados Unidos. O texto do discurso vem sendo preparado com a assessoria internacional do Planalto.