Documentos que deixaram de ser sigilosos por ordem do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), expõem despesas da produção de “Dark Horse”, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro. A informação foi publicada pelo g1.
De acordo com o g1, registros da empresa GoUp apontam que a produção no Brasil custou R$ 20,9 milhões. A soma abrange pagamentos a elenco, figurantes, equipe técnica, itens de cena, transporte, segurança, hotéis e fornecedores.
A hospedagem respondeu por R$ 1.426.897,51. Jim Caviezel, que interpreta Bolsonaro no filme, concentrou R$ 733.913,20, o equivalente a 51% desse valor. Uma transferência de R$ 107,5 mil, em 8 de dezembro de 2025, foi o pagamento final da estadia do ator, de seu agente e de seguranças. Em 30 de dezembro, outro lançamento de R$ 298,3 mil cobriu hospedagem, gorjetas e massagens.
Antes, em 28 de novembro de 2025, um lançamento de R$ 8,7 mil foi associado à hospedagem de Mark Giffen, apontado como filho de Cyrus Giffen. Notas fiscais mencionam o Unique, na capital paulista, e períodos de estadia de Nathon Shayne Lewis, James Patrick Caviezel e Richard Michael Dobrich ligados ao projeto TDH.
A caracterização também gerou custos. Foram R$ 10 mil para alugar uma peruca usada por Caviezel. Outros R$ 3 mil pagaram apliques de uma personagem, e R$ 5,5 mil custearam perucas de um dublê e um kit de dreadlocks.
O figurino teve R$ 518,5 mil em despesas, incluindo R$ 210 mil à equipe da área. Na logística, 81 pagamentos a motoristas e veículos de carga totalizaram R$ 375,9 mil. A produção ainda gastou R$ 402,7 mil na compra de veículos e R$ 14 mil com estacionamento.
A Polícia Federal inclui o filme entre os pontos examinados no inquérito sobre o uso dos recursos, segundo o g1. O sigilo foi retirado por Mendonça na sexta-feira (11).





