O g1 noticiou que a Go Up Entertainment, produtora de “Dark Horse”, pagou ao menos quatro faturas do cartão de crédito de Mário Frias (PL-SP), deputado federal, no período de agosto a novembro de 2025.

Conforme a publicação, os registros integram a quebra de sigilo ligada ao inquérito do filme. A decisão foi do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), na sexta-feira (11).

Frias ocupa as funções de roteirista e produtor-executivo na cinebiografia sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. A produção entrou na mira após reportagens apontarem que Daniel Vorcaro, do extinto Banco Master, teria bancado o projeto. Ele está preso em Brasília.

A Polícia Federal (PF) deflagrou operação com 49 buscas e apreensões na quinta-feira (10). Frias e Karina Gama, proprietária da Go Up, figuram entre os alvos. Segundo a corporação, a apuração mira suspeita de desvio de verbas públicas oriundas de emendas parlamentares e cifras de centenas de milhões que envolveriam empresas do suposto arranjo.

Entre os crimes sob investigação citados pela PF estão peculato, falsidade documental, lavagem de dinheiro, associação criminosa e delitos licitatórios.

Em vídeo após a ação, o deputado rebateu as suspeitas, chamou a operação de “cortina de fumaça”, prometeu cooperação e entrega de documentos e disse confiar que o caso será arquivado.