Agenda dos presidenciáveis em dia de campanha
Presidenciáveis movimentam quarta-feira com protestos e encontros

Na quarta-feira (2), os candidatos à Presidência dividiram a agenda entre manifestações, encontros setoriais e a ausência de compromissos públicos. O dia serviu para evidenciar as diferentes estratégias de visibilidade nesta fase da campanha.

Wilson Grassi leva ao TSE protesto contra suspensão nas redes

Em Brasília, o candidato Wilson Grassi, do Democrata, estacionou em frente ao Tribunal Superior Eleitoral para contestar a decisão do ministro Dias Toffoli que determinou a suspensão da sua propaganda nas plataformas digitais. Na avaliação do presidenciável, a medida é desproporcional e impede que ele se apresente ao eleitorado, já que a estrutura de campanha foi desenhada inteiramente no ambiente das redes sociais, sem aporte de recursos do fundo eleitoral.

O ato teve como pano de fundo o debate sobre os limites da regulação de conteúdo eleitoral e o acesso de candidaturas sem financiamento tradicional aos canais de comunicação. Grassi argumenta que a sanção atinge o único meio que sua candidatura possui para dialogar com os eleitores, o que, na prática, inviabiliza a continuidade da divulgação de suas propostas.

Rio e São Paulo concentram encontros de candidatas com eleitores

No Rio de Janeiro, Samara Martins, da UP, participou de uma reunião com estudantes e trabalhadores em frente ao Hospital Clementino Fraga Filho, na Ilha do Fundão, e aproveitou para visitar o restaurante universitário da UFRJ. A atividade aproximou a candidata do ambiente acadêmico e de pautas ligadas à educação e à saúde.

Em São Paulo, Clariana Barão, do Democracia Cristã, combinou entrevistas em rádio e TV com uma passagem pelo Brás, região de forte comércio popular, onde ouviu lojistas e comerciantes. Depois, a candidata visitou a Casa da Mulher Brasileira, equipamento público de apoio a mulheres em situação de violência doméstica, e colocou o tema no centro de sua agenda do dia.

Também na capital paulista, Augusto Cury, do Avante, esteve na Federação Israelita do Estado de São Paulo para um encontro com representantes da comunidade judaica. Na ocasião, o presidenciável defendeu a pacificação e o combate ao que chamou de violência contra a cultura e o desenvolvimento da personalidade, e afirmou que o preconceito precisa ser trabalhado de forma intensa.

Zema defende negociação direta entre motoristas e plataformas

Romeu Zema, do Novo, protagonizou uma agenda setorial em São Paulo ao se reunir com motoristas de aplicativo no centro da capital. O candidato afirmou acreditar na livre negociação entre empresas e trabalhadores como melhor caminho para estabelecer regras claras de remuneração e condições de trabalho.

Na ocasião, ele citou a diferença entre representantes comerciais, que em geral conhecem antecipadamente suas comissões, e motoristas de aplicativo, que nem sempre dispõem dessa previsibilidade, dependendo da empresa. Para Zema, a transparência nas relações trabalhistas do setor é condição necessária para um ambiente produtivo e sustentável.

Presidenciáveis sem agenda e o trabalho interno dos partidos

Em contraste com as movimentações públicas, alguns presidenciáveis não registraram compromissos abertos na quarta-feira. Rui Costa Pimenta (PCO), Flávio Bolsonaro (PL), Hertz Dias (PSTU), Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Renan Santos (Missão) ficaram sem agenda oficial de campanha, conforme o resumo divulgado.

Já Edmilson Costa, do PCB, aproveitou o dia para cumprir compromissos ligados à secretaria-geral do partido em Lisboa, em uma agenda de caráter administrativo e externo. A situação reforça a combinação de atividades internas com a preparação para os próximos passos da disputa.

O noticiário de política acompanha diariamente a movimentação dos presidenciáveis e a repercussão dos atos de campanha.