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XP explica as 7 razões para investir em high yield bonds nos EUA

17 abril 2020 - 17h06Por Redação SpaceMoney

Nos últimos meses, talvez em razão da recuperação hesitante da economia brasileira (antes da pandemia do novo coronavírus), cresceu o interesse em modalidades de investimento no exterior. Para ajudar as pessoas a avaliarem essa possibilidade, publicamos a Spacedica “Quer retorno rápido após a crise? Investir no exterior pode ser a resposta”. Agora voltamos a esse tema para falar sobre uma das opções de investimento no exterior, os high yield bonds, como são conhecidos os títulos de crédito privado com grau especulativo negociados nos EUA. A XP Investimentos criou um conteúdo especial sobre esses ativos e listou as que seriam, segundo a corretora, as sete razões para se investir em high yield bonds. Abaixo, estão os destaques dessa análise, de autoria do analista de alocação Pedro Mattos. Antes de continuar, porém, é importante dizer que, por força de regulação, apenas investidores qualificados — isto é, aqueles com pelo menos R$ 1 milhão em recursos financeiros — podem investir em fundos que apliquem 100% de seu patrimônio fora do país.

O que são high yield bonds?

Os high yeld bonds são instrumentos de crédito privado que possuem avaliação de risco (rating) inferior aos instrumentos avaliados como grau de investimento. Por isso, esses títulos também podem ser classificados como de “grau especulativo”. Traduzindo para termos mais fáceis, são papéis de dívida de empresas, que os emitem para captar recursos. O fato de esses títulos terem rating inferior significa que o risco de crédito (não pagamento) é maior — e isso se materializa em retornos potencialmente superiores aos oferecidos por papéis de menor risco (com rating de grau de investimento).

Razão #1 – Taxas altas em relação ao histórico

Em raros momentos na história (como na crise financeira de 2008) a taxa de negociação dos papéis high yield atingiram patamares tão elevados quanto atualmente. Mas, segundo Pedro Mattos, dado o histórico de movimentação das taxas, é esperado que elas voltem a cair com o passar do tempo. “Vale também notar que as taxas já iniciaram um movimento de queda, saindo do pico de 10,88% para o patamar de 8%”, escreveu o analista da XP. “Um eventual movimento de queda nas taxas tem potencial para gerar ganhos de capital significantes para o investidor”.

Razão #2 – É uma boa forma de aproveitar a recuperação da economia global

Tendo como base outras crises, a classe de high yield bonds se mostra uma forma eficiente e estável de surfar recuperações. Isso ocorreu, por exemplo, após o estouro da bolha da internet, em 2000, quando apresentou o segundo melhor retorno no período de recuperação. “As demais classes que apresentaram bons retornos em momentos de recuperação não são as mesmas em todas as crises”, escreve Mattos. “Os high yield bonds estão sempre entre os melhores”.

Razão #3 – Você é remunerado para esperar a recuperação

Enquanto a recuperação econômica não se materializa, o investidor é remunerado pela taxa do momento da compra. Para exemplificar, a XP usa o fundo AXA WF US HY Bonds Advisory FIC FIM IE CP, que está remunerando a CDI +5%. Ou seja, se as taxas desses títulos demorarem para voltar aos seus patamares mais usuais, você estará recebendo CDI + 5% no período de espera.

Razão #4 – Bom retorno ajustado a risco

Na média, a classe de high yield bonds entrega um bom retorno ajustado a risco, perdendo apenas para os bonds com grau de investimento (porém oferecendo um retorno superior). “Porém, vale observar que o pior mês da classe gerou retorno de -15,9%, na eclosão da crise de 2008. Dessa forma, é necessário que o investidor se lembre que há possibilidade de perda de capital de curto prazo neste tipo de investimento”, ressalva Mattos.

Razão #5 – Diversificação

O analista da XP explica que, além de ter um portfólio com ativos diversificados, o ideal é que esses ativos tenham comportamentos diferentes. Assim, na média, o desempenho da carteira tende a ser melhor e mais estável. “De uma forma técnica, ativos que são bons para diversificação são ativos que possuem baixa correlação com os demais”, escreve Mattos. “E, de fato, a classe de high yield bonds possui correlação relativamente baixa com os demais ativos.”

Razão #6 – Blindagem a crises no Brasil

Quando a crise da Covid-19 passar, os países voltarão a lidar com seus desafios particulares. E, aí, o Brasil está muito mais exposto que os EUA. Isso quer dizer que, se houver nova crise por aqui, ou mesmo se o Brasil demorar a se recuperar, o dinheiro investido em high yield bonds não vai sofrer impacto.

Razão #7 – Gestão de qualidade

Usando como referência o mesmo fundo citado acima, o fundo AXA WF US HY Bonds Advisory FIC FIM IE CP, Mattos chama a atenção sobre a vantagem de se ter acesso a gestoras globais, como a Axa Investment Management, que possui mais de 800 bilhões de euros sob gestão e mais de 750 funcionários dedicados à gestão de recursos.
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