quinta, 02 de dezembro de 2021
consumo dever crescer em 2020

Varejo e consumo devem crescer em 2020, diz XP

02 dezembro 2019 - 14h54Por Redação Space Money
Nesta segunda-feira (02), a XP Investimentos divulgou um estudo no qual mostra sua percepção sobre o consumo dos brasileiros e a performance do setor varejista nacional. Além disso, a corretora também mostrou quais são as suas expectativas para os próximos anos. Segundo o levantamento, o ambiente de consumo no Brasil não mostrou uma recuperação significativa nos últimos dois anos. O crescimento das vendas de varejo em termos reais permaneceu praticamente estável. Contudo, os analistas apontam que o crédito ao consumidor tem sido o principal destaque até agora. O crédito para consumidores cresceu 15% na comparação anual nos últimos três meses. O valor representa aceleração em comparação ao crescimento de 12% no primeiro trimestre de 2019 e de 8% em comparação ao mesmo período em 2018. Já no cenário de bens duráveis e de vestuário, as vendas desses segmentos caem, em média, 1% ao ano em termos reais, desde 2010. A XP espera que o ciclo favorável de crédito ao consumidor e aumento da alavancagem beneficiem as vendas de segmentos de varejo com produtos de preço-médio mais alto. O que esperar no 4° trimestre? O 4T19 deve ser otimista, porém lento, segundo os analistas. O principal causador da lentidão de avanços que o país vive é o fato de que a recuperação econômica deve ser impulsionada principalmente pelo setor privado, e não por estímulo público. Portanto, à medida que os investimentos corporativos maturam, especialmente após o progresso observado na agenda de reformas do governo, esperamos que o crescimento econômico acelere e se torne mais sustentável desta vez. A equipe econômica da XP espera uma recuperação de curto prazo impulsionada pelo consumo, levando a um crescimento de 1,6% do PIB no 4T19.

E em 2020? O que deve acontecer?

A combinação de melhora da atividade econômica, redução gradual do desemprego (embora ainda elevado) e inflação controlada em patamares baixos devem contribuir para a aceleração mais significativa do crescimento dos salários em termos reais em 2020. Assim, a espera é de que haja fortalecimento do poder de compra do consumidor e, como resultado, melhora nos índices de confiança, beneficiando o setor de varejo como um todo. O e-commerce em 2020 A migração do canal offline para online deve continuar sendo um tema relevante no próximo ano. A XP Investimentos espera que o setor de e-commerce brasileiro dobre de tamanho nos próximos 4 anos. Assim, as vendas do segmento devem alcançar os R$ 180 bilhões em 2023 e ter acréscimo de 10% no varejo total (contra 7% atualmente). Já a expectativa para o crescimento médio anual fica em torno de 19% para o e-commerce nacional entre 2019 e 2023. Para referência, mais de 20% das vendas de vestuário nos Estados Unidos são feitas online, enquanto no Brasil o número fica apenas em 5%. Este deve ser um veículo de crescimento relevante para empresas como Lojas Renner e Magazine Luiza (após a aquisição da Netshoes/Zattini). Por fim, o processo de consolidação deve continuar. As quatro principais empresas do e-commerce brasileiro (Mercado Livre, B2W, Magazine Luiza e Via Varejo) somam 77% de participação de mercado em 2019. Esse número totalizava apenas 60% dois anos atrás.
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