segunda, 06 de dezembro de 2021
Seguro pay per use

Vale a pena optar por um seguro pay per use?

17 junho 2020 - 14h44Por Carolina Unzelte

Os serviços pay per use, ou seja, aqueles que pagamos conforme o uso, já são comuns na nossa rotina de consumo -- é só lembrar dos filmes que alugamos em plataformas de TV a cabo, por exemplo. Já pensou em usar esse sistema também no seguro do seu automóvel?

Isso pode fazer ainda mais sentido para suas finanças em meio à pandemia, com os deslocamento restritos, acredita José Varanda, coordenador de Graduação da Escola de Negócios e Seguros (ENS).

 "O segurado paga um valor por quilômetro rodado, o que pode ter um custo final anual menor que o prêmio cobrado nos seguros tradicionais", conta. O professor explica que isso funciona por meio de telemetria -- assim a seguradora irá saber se o veículo segurado estará sendo deslocado.

O valor da assinatura mensal, que garante cobertura de acidentes, furto e roubo, para carros básicos começa a partir de R$ 25, explica André Gregori, CEO do grupo Thinkseg, que oferece esse tipo de apólice. "Acrescida à assinatura fixa, há os centavos por cada quilômetro rodado", diz o executivo. 

Assim, se você usa o carro apenas de vez em quando para pequenos trajetos, pode valer a pena considerar essa opção. "Quando a pessoa roda acima de 300 quilômetros mensais, pode não valer a pena", ressalva Gregori. 

Apesar da facilidade da contratação online, há outros aspectos aos quais o consumidor deve ficar atento. "Se o carro não é novo, há a necessidade de vistoria para a contratação do seguro", lembra Varanda. "E a atenção do segurado deve ser redobrada, já que, ao se descuidar, poderá pagar proporcionalmente mais do que no seguro tradicional". 

Além do carro

As apólices pay per use devem crescer -- na Thinkseg, nos 4 meses de pandemia (março, abril, maio e junho de 2020), as contratações do produto triplicaram em relação ao quadrimestre anterior. E a empresa tem um projeto no segmento de saúde em andamento, ainda sem detalhes. 

"Há um nicho a ser explorado no mercado de automóveis, pessoas que andam pouco e preferem se arriscar", aposta José Varanda. "Entendo que há espaço para expansão, sim, principalmente em seguros viagens, em seguros residenciais, de vida ou de celulares, por exemplo".

Dicas valiosas sobre investimentos e notícias atualizadas,
cadastre-se em nossa NEWSLETTER!

ou fale com a SpaceMoney: 

Rev Content