terça, 30 de novembro de 2021
CDB

Vale a pena investir em CDBs de bancos menores?

28 maio 2020 - 16h23Por Carolina Unzelte
O sonho de todo investidor é aliar segurança à rentabilidade — e, à primeira vista, os Certificados de Depósitos Bancários de instituições financeiras menores podem parecer a solução. Apesar de também serem protegidos pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC) em até R$ 250 mil, esses títulos também exigem algum cuidado.  "Em termos técnicos, não há diferença entre CBDs", lembra Fabio Macedo, diretor comercial da Easynvest. "Mas é preciso ficar ligado ao fato de que o prêmio maior sempre vem atrelado a maior risco". Além disso, CBDs com maior vencimento também remuneram melhor.  Assim, optar por esses certificados significa, geralmente, contar com menor liquidez e estar mais atento a possíveis problemas de insolvência. Para isso, o investidor pode contar com a cobertura das agências de rating, que avaliam a capacidade de crédito de instituições financeiras.  "Apesar da garantia do FGC, caso o banco passe por turbulências, seu dinheiro pode ficar preso por um tempo não programado", lembra Carolynne Mariano, sócia da Redoma Invest. "No caso do banco BVA, que foi à falência em 2014, as pessoas demoraram até 6 meses para receber".  Além das notas de rating, o Índice de Basileia pode ser útil: o indicador relaciona a capacidade de pagamento das instituições com os seus compromissos financeiros. "Mais fácil ainda para o pequeno investidor é acompanhar os resultados do banco, com atenção a lucro e dívida", diz Macedo.  Os CDBs também são boas pedidas para a reserva de emergência, como afirma Fabio Macedo. "É um produto que tem taxas competitivas, dependendo do banco, e pode render mais que a poupança". No entanto, é importante garantir que o CDB para este fim seja de liquidez diária. 

Os queridinhos do momento

A melhor opção entre os CBDs depende, claro, do perfil e do horizonte de resgate de cada um, mas os prefixados longos têm recebido atenção dos investidores, conta o gerente da Easynvest. "Isso porque, com a pandemia e os gastos extraordinários, o mercado desconfia da capacidade do Brasil pagar as contas", diz Fabio. Assim, o investidor pede prêmios maiores para prazos mais longos.  Para Carolynne Mariano, dentro de uma carteira já bem desenhada, os CDBs atrelados ao IPCA, ou seja, à inflação oficial, também são atrativos. "Mas todos os outros são relevantes como alternativas, pois manter a diversificação, ainda mais em tempos como os atuais, é fundamental".
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