quarta, 01 de dezembro de 2021
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Trump adia tarifas contra China e mercados se animam; BCE corta juros e retoma injeção de liquidez; Turquia reduz taxas; ouro sobe

12 setembro 2019 - 09h13Por Angelo Pavini

Os investidores estão mais animados hoje, após o presidente americano Donald Trump anunciar pelo Twitter ontem à noite que vai adiar de 1º para 15 de outubro a aplicação de tarifas adicionais sobre cerca de US$ 250 bilhões em produtos chineses. A resposta do governo chinês foi positiva, indicando que pode voltar a produtos agrícolas americanos. O episódio aumenta as expectativas sobre a nova rodada de conversas entre os dois países em outubro, apesar de ainda estarem longe de firmar um acordo duradouro, afirma o Departamento Econômico do Bradesco.

BCE corta ainda mais os juros e retoma incentivos; Turquia reduz taxa

Enquanto isso, as principais economias do mundo seguem em desaceleração e os bancos centrais têm reagido, com um importante e espraiado alívio das condições monetárias. Hoje, o Banco Central Europeu (BCE) anunciou um corte na taxa básica de juros, que já estava negativa, de 0,10 ponto percentual e a retomada do programa de injeção de liquidez na economia via recompra de títulos dos bancos, o Quantitative Easing (QE), para tentar estimular os negócios na região.

Assim, a taxa negativa de juros passará de -0,40% ao ano para -0,50% ao ano. O BCE também mudou seu comunicado sobre a tendência das taxas, que antes falava que elas ficariam baixas até meados do ano que vem, e agora diz apenas que elas permanecerão assim até que a inflação volte “robustamente” para perto da meta, de 2% ao ano. Um sinal de que a retomada da economia europeia está mais fraca do que o esperado.

Turquia também corta juros e sinaliza tendência entre emergentes

A ação do BCE reforça a tendência de redução dos juros em todo o mundo em meio à desaceleração da economia global. Hoje, o Banco Central da Turquia cortou a taxa de juros de 19,75% para 16,50%. A decisão é um indicador da tendência de outros mercados emergentes, incluindo o Brasil, que deve cortar sua taxa na próxima reunião do Comitê de Política Monetária na semana que vem.

Bolsa e ouro sobem

Com a decisão, as bolsas na Europa passaram a subir. O índice Euro Stoxx 600 sobe 0,28%, o DAX, de Frankfurt, 0,37% e CAC, de Paris, 0,44%. Nos EUA, o Índice Dow Jones futuro sobe 0,31% e o Standard & Poor’s 500, 0,27%. O ouro tem alta de 1,2%, puxado pela queda dos juros ao redor do mundo. Já o euro cai em relação ao dólar, por conta do juro mais negativo.

No Brasil, o Índice Bovespa futuro está em alta na B3, de 0,75%.

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