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Startup hunters: qual a importância desses profissionais para as empresas novatas e tradicionais?

Conheça mais sobre esses profissionais que têm o objetivo de conectar novas empresas às grandes corporações em um ambiente de inovação

13 outubro 2021 - 15h30Por Lucas de Andrade

Empresas que desejam ser grandes corporações e apresentar produtos de soluções inovadoras não podem caminhar sozinhas. O tempo e a velocidade dos mercados tendem a deixá-las para trás se optarem pela falta de assessoramento de profissionais com visão para projetá-las.

E as pessoas dentro das organizações capazes de impulsionar essas empresas são chamadas de startup hunters. Se você procura por um programa de aceleração ou outras oportunidades de negócios com grandes empresas, você deve procurar por eles.

Aos startup hunters cabe o desafio de traduzir essas demandas na busca por parceiros que proponham novas soluções. O termo nasce à esteira de head hunter, mas, em vez de procurar candidatos a vagas de emprego, busca-se startups que estejam prontas para se conectarem a grandes potenciais de investimento.

O que são os startup hunters?

De origem atrelada ao surgimento do ecossistema de startups em todo o mundo, os startup hunters desenvolvem suas habilidades quando empresas e investidores passam a formalizar a relação com esse novo modelo de negócios.

O Marco Legal das Startups define como startups as empresas, mesmo com apenas um sócio administrador ou diretor estatutário, e sociedades cooperativas que atuam na inovação aplicada a produtos, serviços ou modelos de negócios. 

Também são necessárias a apresentação de receita bruta de até R$ 16 milhões no ano anterior e inscrição de até dez anos no CNPJ.

O documento exige que as startups declarem ter um modelo de negócios inovador ou que se enquadrem no regime especial Inova Simples.

Desde que cumpram todos esses requisitos, os startup hunters precisam então encontrar soluções inovadoras, repetíveis e escaláveis dentro dessas novas empresas, que possam solucionar problemas de companhias tradicionais, além de uni-las em um ambiente de inovação.

E a maneira como isso ocorre tende a variar de profissional para profissional, ou conforme a metodologia adotada pela empresa que visa impulsionar startups. 

Alguns optam pela ida a eventos e outras indicações para conhecerem novas startups, e monitoram o ecossistema dessas novas empresas a partir também das mídias sociais e outras bases de dados. 

Outros realizam encontros em que possibilitam que startups se promovam e apresentem suas ideias a executivos de grandes corporações e investidores profissionais, onde são avaliados o produto, o mercado de inserção, o modelo de negócios, tração e finanças com o retorno dos convidados para que essas novas empresas se capacitem constantemente.

Como missão, os startup hunters precisam descobrir grandes oportunidades de negócios estratégicos para quem tem dinheiro a investir e minimizar o risco de expor investidores a empresas que fracassam por não saberem como se projetar.

O contato entre startups e startup hunters acontece por iniciativa de qualquer um dos lados. Mas, como o objetivo de levar boas oportunidades a investidores e empresas, precisa haver um certo grau de proatividade por parte dos startup hunters.

E às startups cabe o dever de manter os startup hunters constantemente atualizados sobre suas evoluções, conquistas e desafios, para conectar oportunidades.

Quais são as características que um startup hunter precisa ter?

Um startup hunter precisa ser bem analítico e investigativo, conhecer tendências e características da economia brasileira e mundial, de olho em investimentos internos e externos, independentemente da formação acadêmica ou das empresas por onde passou.

Além disso, a comunicação, um bom marketing de sua própria imagem e a organização pessoal também contribuem para uma melhor avaliação desse profissional.

O startup hunter precisa entender, em pouco tempo e em poucas palavras, o que as startups fazem, qual tecnologia usam e que soluções oferecem, além de entender as dores das corporações.

E devem saber como, em certa medida, como provocar os gestores para que reflitam o real motivo de realizarem um processo de inovação aberta e quais são os resultados esperados.

Qual a projeção para essa profissão?

Com a ebulição do ecossistema de startups, esse profissional tende a ser cada vez mais necessário no mercado. Hoje, no Brasil, existem 13.785 startups, de acordo com dados da StartupBase, base de dados oficial do ecossistema brasileiro de startups da Abstartups (Associação Brasileira de Startups). 

Há grandes corporações que falam de inovação, mas têm processos internos que burocratizam e demoram para a implementação. Por objetivo, as startups, com equipes menores e prazos distintos, conectam-se a essas empresas tradicionais e solucionam esses entraves. 

Ou seja, a figura do startup hunter tende a ter o seu lugar assegurado para estreitar essas relações.

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