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Ibovespa futuro

Sem EUA, Ibovespa futuro tem leve baixa com índices europeus em queda

03 julho 2020 - 09h39Por Investing.com

Por Gabriel Codas

Investing.com - O índice Ibovespa Futuros abre estável nesta sexta-feira, com leve baixa de 0,08% 95.375 pontos às 09h23, queda menor que os índices europeus em dia de negócios com menor volume devido ao feriado nos EUA pelo Dia da Independência, que será comemorado no sábado. O dólar opera em baixa de 0,23% a R$ 5,3475.

Apesar de novos indicadores positivos, o desempenho dos índices europeus é negativo com o aumento recorde nos casos de coronavírus nos EUA e com o menor otimismo de uma recuperação rápida no setor de serviços da China.

Os investidores estão céticos em relação a novos ganhos, já que os Estados Unidos estabeleceram um novo recorde global diário para os casos COVID-19 na quinta-feira, levando vários estados dos EUA a adiar seus planos de reabertura.

No cenário local, o volume de notícias é baixo com menor tensão política entre governo federal e outros poderes da República (Legislativo e Judiciário) e outros entes federativos (governos estaduais). O foco está em nova fase da Operação Lava Jato e discussões sobre o futuro da política fiscal, além da evolução da pandemia no país.

- Cenário Interno

Coronavírus

O Brasil registrou nesta quinta-feira o segundo maior número diário de casos de coronavírus desde o início da pandemia, com a contabilização de 48.105 novas infecções, cifra que eleva o total no país a 1.496.858, segundo o Ministério da Saúde.

A quantidade de novos casos fica abaixo somente dos quase 55 mil casos notificados em 19 de junho — quando o ministério afirmou que o alto número diário foi causado pela inclusão no sistema com atraso de casos do dia anterior em alguns Estados.

Em relação às mortes, foram registrados nesta quinta-feira 1.252 novos óbitos, fazendo com que o total atinja 61.884.

O Brasil é o segundo país do mundo com maior contagem de casos e mortes devido ao vírus, atrás apenas dos Estados Unidos, que possuem cerca de 2,7 milhões de infecções confirmadas e mais de 128 mil óbitos.

- Cenário Externo

China

O setor de serviços da China expandiu no ritmo mais rápido em mais de uma década em junho uma vez que o afrouxamento das medidas de contenção do coronavírus reanimam a demanda do consumidor, mostrou nesta sexta-feira a pesquisa Índice de Gerentes de Compras (PMI na sigla em inglês).

O PMI de serviços do Caixin/Markit subiu a 58,4 em junho, leitura mais alta desde abril de 2010, de 55,0 em maio, afastando-se ainda mais da mínima atingida em fevereiro, quando o coronavírus paralisou a economia.

A marca de 50 separa crescimento de contração.

O dado sugere que a recuperação geral da China está se tornando mais equilibrada e generalizada conforme a vida lentamente volta ao normal, embora analistas acreditem que levará meses para que a atividade volte aos níveis pré-crise

Zona do euro

A contração da atividade empresarial da zona do euro provocada pelas paralisações contra o coronavírus perdeu força em junho uma vez que mais empresas reabriram, mostrou nesta sexta-feira a pesquisa Índice de Gerentes de Compras (PMI na sigla em inglês).

O PMI Composto final do IHS Markit subiu a 48,5 em junho de 31,9 em maio e preliminar de 47,5, aproximando-se da marca de 50 que separa crescimento de contração.

“Os fortes aumentos nos PMIs da zona do euro em junho sugerem que a atividade está se recuperando rapidamente, mas permanece bem abaixo de onde estava antes da crise”, disse Jack Allen-Reynolds, da Capital Economics.

A atividade no setor de serviços do bloco também chegou perto de registrar crescimento, com seu PMI indo a 48,3 de 30,5 e preliminar de 47,3.

BOLSAS INTERNACIONAIS

O dia mostra-se negativo para os mercados de ações da Europa. Por volta das 8h50, o DAX, de Frankfurt, cedia 0,40% aos 12.560 pontos, com o FTSE, de Londres, recuando 0,94% aos 6.183 pontos. Já o CAC, de Paris, perdia 0,75% aos 5.011 pontos.

COMMODITIES

A sessão desta sexta-feira foi marcada pela interrupção da sequência negativa, levando aos ganhos nos preços dos contratos futuros do minério de ferro, que são negociados na bolsa de mercadorias da cidade de Dalian, na China. O ativo com o maior volume de operações, com data de vencimento para o mês de setembro deste ano, somou 0,67% aos 746,50 iuanes por tonelada, o que representa avanço de 5 iuanes em relação aos 741,50 iuanes de liquidação da véspera.

No mesmo sentido, o último dia útil da semana teve como sua principal característica alta nas cotações dos papéis futuros do vergalhão de aço, que são transacionados na bolsa de mercadorias da também chinesa cidade de Xangai. O contrato com mais liquidez, com entrega para o mês de outubro de 2020, somou 50 iuanes par a 3.619 iuanes por cada tonelada. Já o de janeiro, avançou 43 iuanes para 3.479 iuanes para cada tonelada.

No caso do barril do petróleo, a sexta-feira registra queda nos preços internacionais. EM Londres, o Brent perdia 1,21%, ou US$ 0,52, a US$ 42,62. Já em Nova York, o tipo WTI cedia 1,21%, ou US$ 0,49, a US$ 40,16.   

MERCADO CORPORATIVO

- Construção Civil

O ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho, disse nesta quinta-feira que o governo federal está negociando com a Caixa Econômica Federal para lançamento nos próximos 15 dias um de novo programa habitacional com taxas de juros menores.

“Nos próximos 15 nós teremos condições de anunciar esse programa”, disse Marinho, ao lado do presidente da Caixa, Pedro Guimarães, durante a live semanal do presidente Jair Bolsonaro em uma rede social.

O ministro acrescentou que o objetivo do programa é dar acesso ao financiamento imobiliário para um maior número de famílias.

O ministro disse ainda que o programa deve incluir incentivos para legalização fundiária de um total de 10 milhões a 12 milhões de imóveis no país.

- Petrobras (SA:PETR4)

As Mesas da Câmara dos Deputados, do Senado e do Congresso pediram ao Supremo Tribunal Federal (STF) liminar para impedir a venda pela Petrobras de suas refinarias, com a petição citando as unidades de refino da Bahia (RLAM) e do Paraná (Repar), segundo documento visto pela Reuters nesta quinta-feira.

No pedido, as mesas legislativas argumentaram que a eventual venda das unidades iria contra uma decisão anterior da própria corte no ano passado, segundo a qual é necessário aval do Congresso para a venda de ativos de uma empresa-matriz.

A Petrobras recebeu ofertas vinculantes pela RLAM nesta semana. O ativo recebeu propostas ao menos do fundo de Abu Dhabi, Mubadala Investment Company, e do conglomerado indiano Essar Group, disseram fontes à Reuters.

A Repar será a próxima refinaria da estatal a receber lances, disse o presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, na quarta-feira.

- Setor Elétrico

Bancos privados ficarão com 70% da chamada Conta-Covid, pacote de financiamento de até 16,4 bilhões de reais viabilizado com apoio do governo para socorrer o caixa de distribuidoras de energia em meio à pandemia.

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e bancos públicos entrarão com cerca de 5 bilhões de reais na operação, que acabou com custos acima do esperado pelo setor.

O empréstimo terá taxa de juros de CDI + 2,9% ao ano, enquanto o custo total, incluindo taxas, será de CDI + 3,9% ao ano, segundo a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), gestora da Conta-Covid, que tomará a operação de crédito e repassará os recursos para as elétricas.

O “spread” cobrado pelos bancos na operação ficou acima das expectativas, até por superar o usado em transações semelhantes viabilizadas também por meio da CCEE entre 2014 e 2015, disse à Reuters o presidente da Associação Brasileira dos Distribuidores de Energia (Abredee), Marcos Madureira.

- TAP

O governo português anunciou nesta quinta-feira que selou acordo final com acionistas privados da companhia aérea TAP com o Estado passando a deter participação de controle sem renacionalizar a empresa.

O ministro das Finanças, João Leão, disse que o Estado aumentará sua participação na TAP de 50% para 72,5%.

“De forma a evitar o colapso da empresa, o Estado optou por chegar a acordo com os acionistas privados para comprar parte da participação deles e ficar com 72,5% da TAP, conseguindo o controle”, disse Leão, a jornalistas.

A aquisição dos 22,5% custou 55 milhões de euros (ME), afirmou o ministro.

O ministro das Infraestruturas Pedro Nuno Santos disse: “felizmente evitamos assim a nacionalização da TAP”.

- Pagamento pelo WhatsApp

Os pagamentos pelo WhatsApp serão aprovados pelo Banco Central assim que for comprovado que o arranjo proposto pela empresa é competitivo e tem a proteção de dados na forma que o BC considera adequada, afirmou o presidente da autarquia, Roberto Campos Neto, nesta quinta-feira.

“Entendemos que existe um ponto que ele pode ser competitivo ou pode não ser. Mas a gente não está dizendo que não é, a gente só quer que peçam autorização e que nos mostrem como vai ser o funcionamento para gente ter certeza que é competitivo”, disse ele, ao participar de evento promovido pelo jornal Correio Braziliense.

Na semana passada, o BC mandou as bandeiras de cartões Visa e Mastercard, que haviam anunciado parceria com o WhatsApp, suspenderem o uso do aplicativo controlado pelo Facebook para pagamentos e transferências, enquanto avalia eventuais riscos ao funcionamento do Sistema de Pagamentos Brasileiro (SPB).

O WhatsApp anunciou em 15 de junho que seus usuários poderiam fazer pagamentos por meio do aplicativo, numa parceria que também incluía instituições financeiras como o Banco do Brasil (SA:BBAS3) e a empresa de meios de pagamentos Cielo (SA:CIEL3).

AGENDA DE AUTORIDADES

- Jair Bolsonaro

O presidente da República recebe na manhã desta sexta-feira Braga Netto, Ministro-Chefe da Casa Civil e, em seguida, Rogério Marinho, Ministro do Desenvolvimento Regional. Na parte da tarde, se reúne com Paulo Skaf, Presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo – FIESP.

- Paulo Guedes

- Videoconferência com o secretário especial da Receita Federal, José Tostes;

- Videoconferência com o secretário especial de Previdência e Trabalho, Bruno Bianco;

- Reunião com o presidente da República, Jair Bolsonaro, e o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP), Paulo Skaf;

- Reunião com o ministro-chefe da Casa Civil, Walter Braga Netto;

- Live da Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base.

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