Internacional

Saúde das contas externas brasileiras ameniza impactos financeiros da pandemia, segundo relatórios da XP e da BTG

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Nesta terça-feira, a XP Conteúdos e o BTG Pactual divulgaram relatórios sobre as contas externas do Brasil, em que retomam a evolução das dívidas brasileiras nas últimas décadas. O panorama permite analisar a atual vulnerabilidade do país, e, em seguida, mostrar como isso influencia o futuro da economia nacional. 

A XP lembra que, devido a ações de reparação da dívida externa (sobretudo na década de 90, com a renegociação dos prazos e com o Plano Real), o país hoje apresenta uma “almofada de liquidez”. Em outras palavras, a saúde das contas brasileiras no exterior ameniza o impacto que situações recentes, como a saída de capital estrangeiro por conta da pandemia, poderiam causar no cenário econômico. 

De acordo com dados do Banco Central de março deste ano, as reservas internacionais do Brasil, de US$ 345 bilhões (18% do PIB), são mais do que bastantes para honrar os compromissos em moeda estrangeira, que somam US$119 bilhões em títulos públicos. 

Como ilustrado abaixo, o Brasil detém um total de US$ 345 bilhões em reservas internacionais (aproximadamente 18% do PIB)[1], montante consideravelmente superior a pares emergentes, e mais do que suficiente para honrar seus compromissos em moeda estrangeira – que, de acordo com dado mais recente do Banco Central (março de 2020) somam US$119 bilhões em títulos públicos negociados no mercado externo, investimentos do Banco Central e empréstimo do governo geral.

O BTG também pontua que o segundo semestre de 2020 deve ter um fluxo de saída de dólares mais moderado do que o mesmo período em 2019, apesar dos níveis baixos da taxa de juros do país não serem especialmente atrativos para novos investimentos do exterior. 


Para ler o relatório completo da XP Conteúdos, clique aqui.