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Preços da celulose se aproximam de pico; confira recomendações do Goldman Sachs

O papel da Klabin fechou o dia em alta de 0,74%, a R$ 28,46, enquanto a ação da Suzano caiu 2,15%, a R$ 72,41 - na mesma direção do Ibovespa, que perdeu 1,07%, aos 114.978 pontos

22 março 2021 - 19h17Por Investing.com

Por Ana Julia Mezzadri, da Investing.com - Os preços da celulose devem continuar a crescer, baseados na forte demanda e na oferta limitada. No entanto, segundo o Goldman Sachs, os preços estão se aproximando de seu pico. Assim, o banco atualizou suas projeções para o valor da commodity e suas avaliações de empresas do setor.

A Klabin (SA:KLBN11) foi promovida para overweight, isto é, deve ter performance superior à média do setor, enquanto a Suzano (SA:SUZB3) foi rebaixada para equal-weight, ou seja, deve performar conforme a média da indústria. No cenário base, o preço-alvo do banco para os papéis foi revisado de R$ 30 para R$ 38 e de R$ 65 para R$ 86, respectivamente.

O papel da Klabin fechou o dia em alta de 0,74%, a R$ 28,46, enquanto a ação da Suzano caiu 2,15%, a R$ 72,41 - na mesma direção do Ibovespa, que perdeu 1,07%, aos 114.978 pontos.

O banco acredita que os preços da celulose devem seguir em trajetória de alta até que a oferta contida por paradas temporárias de produção volte ao mercado. Considerando novas premissas da dinâmica do mercado e o atraso do lançamento do projeto MAPA, da chilena Copec, o GS revisou suas projeções.

Agora, o Goldman acredita que a celulose de fibra curta de eucalipto (BEKP, na sigla em inglês) na China, ficará, em média, em US$ 744/tonelada em 2021 (+34% em relação à estimativa anterior), US$ 588/t em 2022 (+12%) e US$ 530/t em 2023 (+2%). A celulose de fibra longa (NBSK), por sua vez, deve ficar em US$ 870/t em 2021 (+36%), US$ 712 em 2022 (+12%) e US$ 650/t em 2023 (+3%).

Os principais riscos às projeções do banco são uma nova onda de infecções de Covid-19, que pesaria sobre os preços da celulose; ou uma aceleração da recuperação econômica ou cortes de oferta, o que levaria os preços para cima.

Klabin

Nesse cenário, o banco atualizou sua avaliação da Klabin para overweight com preço-alvo de R$ 38, o que significa um upside de 34%. O GS acredita que a empresa irá registrar um forte fluxo de caixa livre nos próximos anos, impulsionado sobretudo pelos volumes de papel, que devem crescer em média anual de 11% nos próximos quatro anos, na visão do banco. 

Outro fator que joga a favor da companhia é a sua exposição ao mercado de celulose, considerando que os preços da commodity estão se aproximando do pico. Nos cálculos do banco, 41% do Ebitda da Klabin virá de sua divisão de celulose em 2021, contra 93% da Suzano. 

Suzano

Apesar de a companhia ter entregado suas metas de sinergia após a aquisição da Fibria (SA:FIBR3), ter reduzido seus níveis de estoque e dever alcançar lucratividade e geração de caixa livre recordes nos próximos trimestres, o banco rebaixou o papel da empresa para equal-weight por acreditar que o preço da ação já reflete tudo isso.

Além disso, o Goldman calcula que os papéis da Suzano consideram um preço da celulose de US$ 580/t, o mais alto entre todas as companhias do setor sob cobertura do banco e cerca de 15% acima da estimativa de longo prazo para a commodity.

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