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Nubank (NUBR33): apesar de balanço 1T22 forte, desconfianças permanecem entre os analistas

BTG e Catarina Capital se surpreenderam com números positivos em todos os indicadores, mas acendem sinal de alerta para inadimplência e valuation

17 maio 2022 - 11h14Por Redação SpaceMoney
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 - Crédito: Divulgação

Às 10:55 desta terça-feira (17), no horário de Brasília, as ações do Nubank negociadas em Nova York (NYSE:NU) saltavam 7,47%, ao preço de US$ 4,68. No Brasil, os BDRs do banco digital (NUBR33) disparavam 11,23%, ao valor de R$ 4,06 por unidade, às 10:41.

O movimento positivo sucede a divulgação do balanço do primeiro trimestre da companhia, informado na véspera (16).

O Nubank registrou um prejuízo líquido de US$ 45,1 milhões no primeiro trimestre, ante perdas de US$ 49 milhões no mesmo período de 2021.

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José Augusto Albino, sócio da Catarina Capital, avalia que a fintech bateu praticamente todas as métricas: novos usuários, CAC, ARPU e outras. 

“Todas as questões de métricas financeiras e operacionais foram muito bem, com exceção da questão de inadimplência, que ficou em linha ou um pouco pior do que o esperado. Parte do mercado esperava algo na faixa de 4%, 4,1% e veio 4,2%, mas ainda continua performando muito bem, porque é um número puxado também por crescimento, como cresceu acima do esperado, naturalmente esse indicador tende a vir um pouco acima do esperado também, então, de maneira geral, foi bastante positivo”, avaliou.

Albino destaca o cost service.

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“Os custos operacionais por cliente caíram 30% em relação ao período anterior, então realmente a empresa vem conseguindo escalar bastante. Naturalmente, cada vez mais que cresce a carteira de crédito, mais parecida a empresa fica com um banco, então começa a ter uma despesa financeira elevada, fruto das captações, das operações, então fica um pouco mais parecido com um banco, e acho que o desafio é continuar rollout de novos produtos”, pontuou.

A principal conquista do balanço do Nubank, na avaliação de Albino, foi que a empresa entregou até mais do que prometia e realmente entrou de forma muito agressiva e consistente no mercado de crédito.

“Se a empresa tinha uma operação em que dependia muito de tarifas, taxas, fruto da parte de cartão de crédito, hoje mais de 70% do faturamento da empresa vem de operações de crédito, então um balanço cada vez com mais cara de banco. Então, realmente conseguiram crescer muito nisso, acelerar muito e já é um player relevante no mercado brasileiro”, diz.

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Albino acredita que agora, para os próximos trimestres, a continuidade dessa estratégia deve seguir: ter o maior número de produtos possíveis dentro da carteira de clientes: produtos financeiros, marketplace, seguros, etc, e ver, a cada trimestre, quais são os novos produtos.

“Eles já mostraram que em crédito pessoal eles são player, conseguiram performar, agora precisam fazer o mesmo movimento com outros produtos, ou seja, crescer, entregar resultado de forma consistente e partir para o próximo. A empresa tem um leque bastante amplo de produtos que vai desde a parte de seguros, marketplaces, parceria de novos créditos, agora a parte de cripto, etc, então cada vez mais entrando em novos segmentos e entregando resultados em cada um deles, é isso que o mercado espera”, avaliou.

Para o BTG Pactual (BPAC11), houve um crescimento impressionante em praticamente todos os indicadores analisados.

O número de clientes atingiu 59,6 milhões - 33% da população adulta do Brasil -, altas de 11% T/T, 61% A/A e um pouco acima das projeções do BTG. O crédito pessoal cresceu 44% e a média a receita por cliente (ARPAC) surpreendeu positivamente, que levou a receita total superar as estimativas do banco e do consenso de mercado em aproximadamente 16%.

Enquanto isso, o custo para servir (CTS) melhorou e os NPLs (inadimplência) ainda parecem estar sob controle, apesar do aumento (na sazonalidade, um efeito misto e alguma deterioração macro).

Em um bull market, o BTG espera que a ação reaja positivamente com base nesses resultados, mas como o mercado mudou e a potencial deterioração do ciclo de crédito no Brasil, principalmente para empréstimos ao consumidor sem garantia/mutuários de baixa renda, analistas dizem que não ficariam surpresos se os investidores optassem por ver o copo meio vazio.

“E, por favor, não nos entenda mal, nossa recomendação de venda (ao preço-alvo de R$ 7,50 para o fim de 2022) tem muito mais a ver com o valuation, que achamos muito difícil de justificar, pois vemos o NuBank muito mais como um banco do que uma empresa de software. Além disso, acreditamos que o ciclo de crédito está piorando, principalmente nos segmentos aos quais o Nu está mais exposto”, disse o BTG.

Embora o Nu possa definitivamente provar que estão errados, o BTG disse nunca ter visto nada parecido em mais de 10 anos na cobertura de bancos, principalmente em termos de crescimento de crédito.

“Somos grandes fãs da história, da marca e do produto, mas negociando a aproximadamente 4,2x o valor patrimonial mais recente e considerando o fim do lock-up (o que pode criar um overhang por um tempo devido ao free float muito baixo), ainda acreditamos que nossa recomendação de venda faz sentido”, completou.

 

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