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BTG e XP iniciam Jalles Machado com Compra por preços do açúcar e etanol

Perto das 16h04, os papéis da usina de cana de açúcar de Goiás, que estreou na bolsa em fevereiro deste ano, subiam 5,84%, a R$ 8,16. Eles acumulam queda de 7,14% desde o IPO

22 março 2021 - 16h05Por Investing.com

Por Ana Carolina Siedschlag, da Investing.com - O BTG Pactual (SA:BPAC11) e a XP Investimentos iniciaram a cobertura dos papéis da Jalles Machado com recomendações de Compra por verem boas oportunidades no setor de etanol e açúcar, com expectativa de aumento da demanda por essas commodities e um impulso adicional do câmbio desvalorizado, que ajuda as exportações.

Perto das 16h04, os papéis da usina de cana de açúcar de Goiás, que estreou na bolsa em fevereiro deste ano, subiam 5,84%, a R$ 8,16. Eles acumulam queda de 7,14% desde o IPO.

O que dizem os analistas

Para os analistas da XP Investimentos, além do setor de tecnologia, o segmento de açúcar e etanol, ou S&E, na sigla em inglês, foi um dos que se recuperou mais rapidamente da crise ocasionada pela pandemia.

Eles apontam que a demanda por açúcar deve continuar crescendo em função do gradual retorno ao “normal” no caso das economias desenvolvidas, onde a vacinação tem ocorrido de maneira mais ágil e onde a demanda por açúcar orgânico vem crescendo de maneira bastante acelerada por conta da procura por estilos de vida mais saudáveis.

Também, esperam que a mudança de hábitos nas economias em desenvolvimento deve ser acelerada com a suspensão das restrições à mobilidade, sobretudo na Ásia.

Do lado do etanol, a corretora aponta que o consumo tem se recuperado sobretudo por conta da alta do petróleo. Assim, por enquanto, o principal desafio é o aumento da produção do etanol, uma vez que o açúcar tem oferecido melhor rentabilidade para as indústrias e vem ganhando a preferência dos usineiros.

Para os analistas, as negociações de contratos de carbono devem ajudar ainda a equilibrar essa equação no futuro.

O relatório da XP aponta também que o câmbio nos patamares atuais, com o real desvalorizado ante o dólar, é um incentivo extra para produtores brasileiros exportarem tanto açúcar, quanto etanol.

Vantagens da empresa

Para os analistas, ainda não é claro se o atual patamar dessas commodities está no auge do ciclo, mas há altas suficientes para verem com bons olhos as vantagens competitivas da Jalles Machado, como a maior exportadora de açúcar orgânico do mundo, produto que apresenta preços muito vantajosos versus o açúcar cristal e o VHP (a versão commoditizada, segundo o relatório).

Eles apontam que a empresa é referência em termos de produtividade agrícola, com uso de tecnologia de ponta e foco na integração entre o segmento agrícola e o industrial.

Também, elogiam o fato de mais de 1/3 das receitas virem de produtos não-commoditizados, como sanitizantes, se afastando do perfil tradicional das usinas e mitigando a volatilidade típica do setor.

Dentre os riscos, os analistas citam a dependência do Nordeste para a venda de etanol, fortemente concentrada na região, e a possibilidade de menores margens daqui para frente com o fim da combinação de real desvalorizado com bons preços para as commodities.

Os analistas veem um potencial de alta de mais de 80% versus o preço atual da ação e de mais de 50% considerando o preço da oferta pública inicial da empresa. Eles iniciaram a cobertura com preço-alvo de R$ 14.

BTG Pactual

Já para os analistas do BTG Pactual, a Jalles Machado é uma das poucas companhias de S&E que conseguiu mandar a alavancagem sob controle, ao mesmo tempo em que manteve a produtividade de cana de açúcar superior e o crescimento do negócio.

Assim, com o bom momento para o setor, a empresa tem uma proposta de valor única, com múltiplos baixos e potencial de crescimento, escrevem.

Para eles, a presença de duas usinas norte de Goiás, localização atípica para essa cultura, fez com que a Jalles precisasse desenvolver técnicas únicas de produção, como a irrigação, e também expandir o portfólio para produtos menos commoditizados. Por outro lado, mencionam, a distância dos portos marítimos brasileiro aumenta os custos de transporte para exportação.

Eles apontam que a empresa tem potencial de crescimento orgânico de 20% em termos de volume no próximo ano, mas que também deve começar a mirar oportunidades de fusões e aquisições, o que representaria algum risco de execução já que os resultados desse tipo de negócio são mistos no setor.

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