quarta, 22 de maio de 2024
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Ações da Petz (PETZ3) disparam 40%, após anuncio de fusão com Cobasi; veja a opinião dos analistas

Para a maioria das casas de análises, a combinação de negócios vem em boa hora

19 abril 2024 - 10h45Por José Chacon
PetzPetz - Crédito: Petz/Divulgação

A fusão entre Petz (PETZ3) e Cobasi é vista como positiva pelo mercado, já que a promessa é para formação da maior empresa do mundo 'pet' no Brasil.

Uma prova disso é a disparada nas ações da companhia nesta sexta-feira (19). Por volta das 10:20, os papéis PETZ3 registravam alta de 40,29%, cotados a R$ 4,90.

A Genial Investimentos acredita que a fusão vem em um momento que a competição no setor é cada vez mais acirrada - podendo aliviar as pressões competitivas e tornar a precificação mais racional, além de trazer outras sinergias significativas de crescimento e eficiência para o negócio combinado.

A mesma leitura positiva é feita pela Ativa Research, que acrescenta ao dizer que "ambas as empresas possuem planos de abertura de lojas agressivos, e a fusão traz consigo uma economia nesse sentido, visto que, anteriormente, onde abria uma loja da Petz ou da Cobasi, existia a chance da concorrente abrir uma loja próxima. Com a fusão, essa necessidade competitiva é eliminada".

Para a casa, outra sinergia possível é o cross sell dos produtos próprios e dos serviços ofertados e os centros de distribuição que podem ser aproveitados por ambas as empresas.

"No final, as principais sinergias devem trazer uma economia de SG&A, ampliando sua margem EBITDA consolidada".

Diante do anúncio, a Genial fez recomendação de manter a ação PETZ3, já a Ativa tem recomendação neutra sobre os papéis, com preço-alvo em revisão, a fim de incorporar as sinergias da fusão na próxima tese.

Por outro lado, Gustavo Cruz, estrategista-chefe da RB Investimentos, afirma que a integração das operações das empresas representa um desafio considerável devido às diferenças significativas em suas respectivas gestões.

Embora reconheça que o mercado de 'pets' no País apresenta um grande potencial, considerando que o Brasil abriga mais de 139 milhões de animais de estimação, tornando-se o segundo maior mercado mundial nesse segmento.

Por aqui, são mais de 54 milhões de cães, 23 milhões de gatos, e 19 milhões de peixes, além de 39 milhões de aves, o que, para Cruz, torna evidente o forte envolvimento dos brasileiros nesse mercado.

Cruz acrescenta: "Observamos a Petz enfrentando dificuldades nos últimos anos ao realizar aquisições e incorporar novas marcas, como eles próprios reconhecem em suas comunicações. Apesar disso, o gasto mensal médio dos brasileiros com animais de estimação é elevado, variando entre R$ 274,00 e R$ 425,00, dependendo do porte do animal. Nos Estados Unidos, essa média é até cinco vezes superior, e a tendência é que esse gasto aumente. É importante ressaltar que o setor pet é altamente pulverizado, com ambas as marcas competindo vigorosamente no mercado".

"A possível redução do espaço para outras empresas decorrente dessa fusão pode ser vista como um desafio pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE), considerando especialmente a presença significativa de players regionais além da abrangência nacional da Petlove", completa Cruz.