A cada ano, a Economist Intelligence Unit (EIU) avalia as condições de vida nas principais cidades do mundo por meio do Global Liveability Index, um indicador que mede cinco categorias essenciais: estabilidade, saúde, cultura e ambiente, educação e infraestrutura. Em 2026, os scores regionais agregados revelam disparidades significativas entre as grandes regiões do planeta, oferecendo um panorama valioso para investidores e analistas que buscam entender os fatores estruturais por trás da qualidade de vida e do ambiente de negócios. Este artigo destrincha os dados do índice, explorando as regiões líderes, as que mais melhoraram e os desafios persistentes nas áreas classificadas nas últimas posições.
Europa ocidental e américa do norte mantêm a liderança
A Europa Ocidental continua sendo a região mais habitável do mundo em 2026, com uma pontuação geral de 92, seguida de perto pela América do Norte, que registra 90 pontos. Ambas se destacam especialmente nas categorias de saúde, educação e infraestrutura. A América do Norte obteve uma nota perfeita de 100 em educação, enquanto a Europa Ocidental alcançou as maiores pontuações em saúde (86) e infraestrutura (93). Instituições estáveis, serviços públicos maduros e redes de transporte extensas sustentam esses altos padrões, criando ambientes propícios tanto para residentes quanto para operações corporativas de longo prazo.
Do ponto de vista macroeconômico, essas regiões oferecem baixo risco de instabilidade política e social, o que atrai investimentos estrangeiros diretos e fomenta o crescimento de setores como tecnologia, saúde e educação. A infraestrutura de ponta – com notas 92 e 93 respectivamente – reduz custos logísticos e aumenta a eficiência produtiva, fatores críticos para a tomada de decisão de empresas globais. Você pode acompanhar as inovações e as principais notícias sobre economia em tempo real aqui na SpaceMoney.
Ásia registra a maior melhoria anual
A Ásia apresentou o maior avanço ano a ano entre todas as regiões, alcançando um score médio de habitabilidade de 74. Segundo a EIU, o desempenho mais forte de cidades na China e no Japão impulsionou esses ganhos. Apesar do progresso, a região ainda está atrás da Europa Ocidental e da América do Norte, com sua categoria mais fraca sendo cultura e ambiente (67). A infraestrutura variou amplamente entre as economias em rápido desenvolvimento, refletindo a heterogeneidade da região.
Para investidores, a melhora asiática sinaliza um ambiente de negócios em amadurecimento, especialmente em centros urbanos que investem pesadamente em infraestrutura e serviços públicos. A nota de 76 em infraestrutura, combinada com 82 em educação, sugere que a região está construindo uma base sólida para crescimento sustentável, embora os desafios culturais e ambientais ainda precisem de atenção para atrair talentos globais.
Oriente médio e áfrica subsaariana: conflitos e lacunas de desenvolvimento
O Oriente Médio e Norte da África experimentaram o maior declínio regional em 2026, com a pontuação média caindo um ponto em decorrência da guerra no Irã. A estabilidade foi a categoria mais frágil da região (55), contribuindo para uma nota geral de 61. A África Subsaariana ficou em último lugar, com 55 pontos, impulsionada por baixos scores em saúde (47), infraestrutura (51) e estabilidade (49). Esses números refletem os impactos de conflitos armados, fragilidade institucional e falta de investimento em capital humano.
Para analistas de risco, essas regiões representam desafios significativos: a instabilidade eleva o prêmio de risco para investimentos, enquanto a infraestrutura deficiente aumenta custos operacionais. A lacuna de desenvolvimento em relação às regiões líderes destaca a importância de reformas estruturais e de um ambiente político estável para atrair capital estrangeiro.
Europa oriental e américa latina: posições intermediárias
A Europa Oriental e a América Latina ocuparam o meio do ranking, com scores gerais de 71 e 67, respectivamente. Ambas registraram pontuações relativamente fortes em educação (81 e 75), mas a estabilidade mais fraca – 70 e 58 – puxou suas médias para baixo. Na Europa Oriental, a infraestrutura (70) e a saúde (71) são pontos de atenção, enquanto na América Latina, a saúde (58) e a infraestrutura (63) apresentam oportunidades de melhoria.
Essas regiões oferecem um equilíbrio entre custos mais baixos e qualidade de vida moderada, sendo atraentes para setores como manufatura e serviços, desde que os investidores considerem os riscos de instabilidade política e social. A divergência entre educação e estabilidade sugere que, embora haja capital humano qualificado, o ambiente institucional ainda precisa de fortalecimento para garantir retornos consistentes.
Detalhamento das cinco categorias do índice
O Global Liveability Index da EIU fornece uma visão granular ao pontuar cada região nas cinco categorias. Na tabela abaixo (não reproduzida aqui), os dados mostram que a Europa Ocidental lidera em saúde (86) e infraestrutura (93), enquanto a América do Norte domina em educação (100) e tem alta pontuação em cultura e ambiente (90). A Ásia tem o melhor desempenho em educação (82), mas a cultura e ambiente (67) é seu ponto fraco. O Oriente Médio e Norte da África tem a pior estabilidade (55), e a África Subsaariana, a pior saúde (47).
Esses números são cruciais para investidores que consideram realocar operações ou talentos: a infraestrutura e a estabilidade são fatores determinantes para a produtividade de longo prazo, enquanto a educação e a saúde afetam a disponibilidade e a qualidade da força de trabalho. A análise setorial desses scores permite identificar regiões com vantagens comparativas específicas, como a América do Norte para educação e a Europa Ocidental para saúde e transporte.





