O Economist Intelligence Unit (EIU) divulgou seu Global Liveability Index anual, que avalia as condições de vida nas principais cidades do mundo. Em 2026, o índice regional revela disparidades significativas entre as sete grandes regiões analisadas, com implicações diretas para investidores e tomadores de decisão. A Europa Ocidental e a América do Norte continuam a dominar o ranking, enquanto a Ásia apresenta a maior melhora anual e o Oriente Médio e Norte da África registram o maior declínio.

Europa Ocidental e América do Norte mantêm liderança em qualidade de vida

Com uma pontuação geral de 92, a Europa Ocidental é a região mais habitável do mundo, seguida de perto pela América do Norte com 90. Essas regiões se destacam em saúde, educação e infraestrutura. A América do Norte obteve nota perfeita de 100 em educação, enquanto a Europa Ocidental registrou as maiores pontuações em saúde (95) e infraestrutura (96). Instituições estáveis, serviços públicos maduros e extensas redes de transporte continuam a sustentar altos padrões de vida em muitas cidades dessas regiões.

Na Europa Ocidental, a estabilidade (86) e a cultura e ambiente (92) também pontuaram bem, consolidando um ambiente favorável para negócios e residência. Já na América do Norte, a infraestrutura (92) e a saúde (90) complementam o quadro de excelência. Esses fatores tornam ambas as regiões polos atrativos para investimentos imobiliários e corporativos, embora os custos elevados exijam análise de retorno ajustado ao risco.

Ásia registra a maior melhora anual no índice de habitabilidade

A Ásia teve o maior avanço ano a ano entre todas as regiões, alcançando uma pontuação média de habitabilidade de 74. De acordo com o EIU, o desempenho mais forte de cidades na China e no Japão impulsionou os ganhos. A categoria de infraestrutura (82) mostrou progresso significativo, enquanto cultura e ambiente (76) ainda é o ponto fraco. A saúde (76) e a educação (67) também apresentam espaço para desenvolvimento.

Apesar do progresso, a Ásia ainda fica atrás da Europa Ocidental e América do Norte. A heterogeneidade entre as economias asiáticas gera variações internas: cidades como Tóquio e Cingapura pontuam alto, enquanto centros menores enfrentam desafios. Para investidores, a melhora contínua sinaliza oportunidades em setores como infraestrutura e serviços, mas exige cautela quanto à estabilidade regional.

Conflitos e lacunas de desenvolvimento impactam as regiões inferiores

O Oriente Médio e Norte da África experimentaram o maior declínio regional em 2026, com a pontuação média caindo um ponto para 61, após a guerra no Irã. A estabilidade (55) foi a categoria mais fraca, seguida por cultura e ambiente (52) e infraestrutura (64). A África Subsaariana ficou em último lugar com 55, com as piores pontuações em saúde (49), infraestrutura (51) e estabilidade (55). Esses números refletem os desafios estruturais e geopolíticos que inibem o desenvolvimento.

América Latina (67) e Europa Oriental (71) ocuparam o meio do ranking. Ambas obtiveram pontuações relativamente fortes em educação (75 e 81, respectivamente), mas a estabilidade (58 e 70) puxou as médias para baixo. A América Latina, com cultura e ambiente (75) e infraestrutura (63), oferece potencial, mas a volatilidade política requer análise cuidadosa. Para os investidores, esses dados são cruciais na alocação de ativos, pois a qualidade de vida impacta diretamente a atratividade de talentos e a segurança dos negócios. Você pode acompanhar as inovações e as principais notícias sobre economia em tempo real aqui na SpaceMoney.