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Preços do petróleo sobem depois de EUA derrubarem drone iraniano

19 julho 2019 - 16h08Por Investing.com

Os preços do petróleo subiam nesta sexta-feira, 19, depois que o presidente dos EUA, Donald Trump, confirmou que a Marinha havia abatido um drone iraniano na área do Golfo Pérsico.

O petróleo subiu 2% para máximas intradiárias de um dia para o outro, mas depois perdeu quando o Irã negou a notícia. Os futuros de petróleo West Texas Intermediate negociados em Nova York aumentavam 33 centavos, ou 0,58%, para US$ 55,62 o barril às 15h05, enquanto o futuros do petróleo Brent, a referência para os preços do petróleo fora dos EUA, ganhava 48 centavos, ou 0,78%, para US$ 62,41. Abbas Araqchi, vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, contradisse a afirmação de Trump, dizendo que Teerã "não perdeu nenhum drone no Estreito de Ormuz nem em qualquer outro lugar" e disse que os EUA podem ter derrubado um deles por engano.

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As tensões permanecem altas na área onde os petroleiros foram atacados em meio à crescente tensão entre Washington e Teerã sobre o programa nuclear iraniano. O Estreito de Hormutz é uma importante rota marítima para o petróleo e os conflitos na região correm o risco de restringir o fornecimento de petróleo. Ambas as partes também já destruíram os drones mutuamente e, de acordo com Barani Krishnan, analista sênior de commodities do Investing.com, parecem prontos para novos conflitos, apesar de também sugerirem que querem negociar. "Embora poucos possam querer dar uma chance à diplomacia EUA-Irã, os touros do petróleo nunca deveriam ser tão complacentes achando que não haverá nenhum avanço aqui - porque, se há uma chance, é provável que ocorra outro colapso brutal dos preços". Disse Krishnan. Os ganhos de sexta-feira quebraram uma série de quedas de quatro dias, mas o petróleo continua no caminho para fortes quedas semanais de 7,5% no caso do petróleo dos EUA e de 6,3% para o Brent. O petróleo permaneceu sob pressão desde que dados semanais da Administração de Informação de Energia mostraram o mercado norte-americano repleto de produtos refinados na semana passada. Relatos de conversas potenciais entre os EUA e o Irã contribuíram esta semana para um declínio já acentuado nos preços do petróleo depois que o furacão Barry passou sem causar tanto dano quanto temido. O governo dos EUA disse na quinta-feira que 335 mil barris de petróleo por dia de produção ainda estavam comprometidos, enquanto 9% das plataformas de produção ainda não tinham funcionários. Analistas da consultoria Rystad Energy observaram que as interrupções de produção atingiram o pico de 1,4 milhão de barris por dia e duraram mais do que o normal. "Não foi a força da tempestade ou rajadas de vento que levaram às interrupções, mas à hora e local", disseram eles. Enquanto isso na sexta-feira, a Schlumberger afirmou que espera que o preço permaneça "próximo dos níveis atuais", em um cenário de desaceleração do crescimento da produção norte-americana e restrição de produção coordenada pela Opep e pela Rússia. "Continuamos a ver o óleo de xisto dos EUA como a única fonte de crescimento da produção global a médio prazo", afirmou em um comunicado à imprensa detalhando os resultados trimestrais, "embora com uma taxa de crescimento mais lenta, enquanto as operadoras de exploração e produção continuam a fazer a transição do foco no crescimento para um foco no crescimento e nos retornos ". Em outros negócios de energia, os futuros da gasolina avançaram 0,8% para US$ 1,8481 o galão às 9h36, enquanto o óleo de aquecimento subia 1,1% para US$ 1,8825 o galão. Por fim, os futuros de gás natural caíam 0,1%, para US$ 2,285 por milhão de unidades térmicas britânicas.
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