sábado, 04 de dezembro de 2021
Cielo

PagSeguro e Safra entram na guerra das maquininhas

22 abril 2019 - 15h29Por Angelo Pavini
A guerra das maquininhas de cartões se acirrou ainda mais hoje, com a PagSeguro anunciando que também vai antecipar os valores no mesmo dia aos comerciantes sem cobrar juros, a exemplo do que fizeram os concorrentes Rede, do Itaú, e GetNet, do Santander. Normalmente, os valores pagos pelos compradores só eram liberados para o comerciante 30 dias depois e as empresas ofereciam crédito para antecipar os valores ganhando nos juros. Agora essa fonte de renda pode acabar, prejudicando especialmente a Cielo e a própria PagSeguro. Para completar, o Safra anunciou hoje que não vai cobrar juros nas compras a vista ou parceladas em sua máquina. Quer começar a investir mas não sabe por onde? Abra uma conta na Órama e invista o seu dinheiro! Com isso, as ações da Cielo fecharam em queda de -7,30 por cento em um dia em que a Bolsa subiu +1,39 por cento, observa Eduardo Guimarães, da Levante Ideias de Investimento. Hoje o papel cai mais 2,5%. O mesmo ocorreu com 2 empresas brasileiras listadas nos Estados Unidos: os papéis da PagSeguro derreteram -10% na quinta feira e os da Stone, -24%. As decisões da PagSeguro e do Safra são negativa para as ações da Cielo (CIEL3), que devem sofrer ainda mais com o aumento da concorrência, diz a Levante. A notícia também é negativa para a PagSeguro e Stone. Além disso, tudo indica que os novos preços não são promocionais, e sim uma nova realidade. Diferentemente da Rede, com Itaú; SafraPay, com o Safra; e GetNet, com o Santander, três bancos, a Cielo tem só um core business: transações financeiras. A Cielo tem adotado uma postura comercial mais agressiva desde o final do ano de 2018, tentando reagir à concorrência e colocando o seu pessoal na rua para recuperar o terreno perdido para a concorrência no mercado. No entanto, dificilmente, a companhia vai se recuperar e voltar a ser o que era antes. Mesmo com número apertados, os grandes bancos conseguem atrair os clientes das máquinas para outros serviços de suas instituições, o que não ocorre com a Cielo, PagSeguro e Stone.No ano de 2018, o setor de meios de pagamento ficou muito mais competitivo, principalmente para a Cielo, resultado de uma abertura e mudança regulatória muito bem implementada pelo Banco Central, lembra a Levante. No passado, a Cielo deteve um poder de mercado bem expressivo, o que permitia a companhia utilizar preços abusivos contra os clientes (que não tinham opção), o que garantiam as margens, agora, com diversos concorrentes inovadores, como diversas fintechs de pagamento, e grandes concorrentes com muito caixa para financiar a operação, a situação se complica ainda mais para a Cielo. No fim das contas, a Cielo é analógica em um mundo digital. O ponto principal que fica é: até onde ela se definhará, conclui a consultoria.
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