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Na espera por juros no Brasil e EUA, Ibovespa fecha o dia com queda de 0,35%

10 dezembro 2019 - 19h32Por Redação SpaceMoney
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Na sessão desta terça-feira (10), o Ibovespa, principal índice acionário da B3, a bolsa brasileira, operou com bastante oscilação por conta das expectativas sobre as negociações comerciais entre China e Estados Unidos. No encerramento do dia, o índice se desvalorizou 0,35%, fechando com a cotação de 110.592 pontos. Outros fatores que influenciaram no Ibovespa foram as reuniões do Comitê de Mercado Aberto (Fomc), nos EUA, e do Comitê de Política Monetária (Copom), no Brasil, que iniciaram suas análises sobre a taxa básica de juros nos dois países.

Dólar

Na direção oposta, o dólar comercial fechou em alta de 0,47%, cotado a R$ 4,1486. Esta foi a primeira alta da moeda norte-americana frente o Real após seis sessões seguidas de queda. Confira outros principais acontecimentos do dia:

Inflação na China

O índice de preços ao consumidor da China apresentou expansão de 4,5%, na comparação anual de novembro. Esse é o maior nível em oito anos, impulsionado pela alta no preço dos alimentos, em especial a carne suína, muito afetada pela peste suína africana, que restringiu diversos rebanhos pelo mundo e fez a procura aumentar nos outros mercados.

Boletim Focus

O Banco Central divulgou ontem (09), por meio do seu boletim focus, as expectativas do mercado para o próximo ano. Com o PIB do terceiro trimestre já avançando acima do esperado, as projeções para 2020 são de um crescimento de 2,24%, ante aos 2,20% da semana passada. O índice de preços ao consumidor amplo (IPCA) divulgado na semana passada registrou uma alta de 0,51% em relação ao mês anterior. Entretanto, analistas do mercado projetam que o impacto causado pelo aumento dos preços da alimentação e transporte são de curto prazo, e mantém a expectativa da inflação em 3,60% para 2020. O mesmo ocorre para a taxa Selic, que deve se manter me 4,50% para o próximo ano. Em relação ao dólar comercial, há a expectativa de que feche o ano cotada a R$ 4,15, contra os R$ 4,10 da semana passada. Em virtude dos recordes de alta intradiários, espera-se, para o ano que vem, que a moeda feche o ano a R$ 4,10.

Fomc

Nos EUA, a expectativa da reunião do Comitê de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês), do Banco Central americano (Fed), que se inicia hoje e terminará amanhã (11). Mesmo após severas críticas do presidente Donald Trump, que afirma que o Fed está tentando frear a economia americana com sua política, é esperado uma manutenção dos juros na faixa de 1,5% e 1,75%.

Guerra comercial

Domingo (15) é o último dia antes da elevação de tarifas alfandegárias de 10% para 15% sobre U$ 165 bilhões de produtos chineses por parte dos americanos. Esse fato deixa a semana como sendo decisiva para que se firmem acordos comerciais entre os dois países, porque analistas do mercado dizem que, depois de instauradas, é muito improvável que China e EUA voltem a conversar sobre uma resolução da guerra comercial.

Copom

Começa hoje a última reunião do ano do Comitê de Política Monetária (Copom), que deve confirmar as expectativas de um corte na taxa básica de juros (Selic) de 0,5%. Entretanto, especialistas alertam que o preço da carne, que teve alta nos últimos dias, deve adiar esse corte para o início do ano que vem. Apesar disso, os índices positivos da semana passada, como o PIB em alta e a inflação controlada, devem confirmar as expectativas de um reaquecimento da economia local, puxada pelo avanço dos setores de consumo e serviços.
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