
Um estudo publicado no British Journal of Sports Medicine, que acompanhou mais de 147 mil pessoas por até 30 anos, revela que a prática de musculação entre 90 e 120 minutos semanais está associada a uma redução de 13% no risco de morte por todas as causas. A pesquisa, conduzida com dados de voluntários nos Estados Unidos, também aponta que a combinação de treino de força com atividades aeróbicas potencializa os benefícios, chegando a uma redução de até 58% na mortalidade total.
Os dados indicam que o treinamento de força nessa faixa de tempo reduz em 19% o risco de morte por doenças cardiovasculares e em 27% por doenças neurológicas. No entanto, volumes superiores a 120 minutos semanais não apresentaram ganhos adicionais na mortalidade, sugerindo um platô de benefícios.
Duração ideal do treino de força
De acordo com os pesquisadores, a faixa entre 90 e 119 minutos semanais de musculação foi a que ofereceu os menores riscos de morte. Abaixo disso, os benefícios são menores: de um a 29 minutos por semana geraram uma redução de 21% no risco de morte por câncer, enquanto de 30 a 59 minutos reduziram 18%.
Os resultados reforçam que não é necessário um volume excessivo de treino para obter ganhos significativos à saúde. A ausência de benefícios extras acima de 120 minutos indica que a adesão moderada é suficiente para a longevidade.
Benefícios adicionais com exercícios aeróbicos
O estudo destaca que os participantes que combinaram musculação com altos níveis de exercícios aeróbicos obtiveram a maior proteção contra a mortalidade, com redução de até 58% no risco durante o período de acompanhamento. Esse dado supera os 7% a 11% de redução observados com apenas treino de força isolado.
Os autores sugerem que a combinação dos dois tipos de exercício deve ser incentivada nas diretrizes de saúde pública, pois potencializa os efeitos protetores sobre o sistema cardiovascular e neurológico.
Impacto na prevenção do câncer
Mesmo pequenas quantidades de treinamento de força mostraram benefícios na prevenção do câncer. Participantes que realizavam de um a 29 minutos de musculação por semana tiveram risco 21% menor de morte por câncer, e aqueles com 30 a 59 minutos semanais, 18% menor. Os cientistas apontam que diferentes desfechos de saúde podem exigir volumes distintos de treino.
O efeito protetor parece ser mais pronunciado para o câncer, mas é necessário mais estudos para entender a relação causal.
Limitações do estudo
Os pesquisadores ressaltam que o trabalho é observacional, não comprovando relação de causa e efeito. As informações sobre atividade física foram autorrelatadas, podendo gerar imprecisões. Além disso, a pesquisa não avaliou detalhadamente a intensidade do treino ou outros fatores que podem influenciar os resultados.
Apesar das limitações, as evidências são robustas e alinhadas com as recomendações atuais de atividade física para a promoção da longevidade.





