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MRV opera com perdas; construtora teve queda de 39,1% no lucro do 1º trimestre

29 maio 2020 - 13h38Por Investing.com
Por Gabriel Codas Investing.com - Nos primeiros negócios da manhã desta sexta-feira, as ações da MRV (SA:MRVE3) operam com perdasna B3. A construtora divulgou queda no lucro do primeiro trimestre, com o aumento das provisões esperadas para inadimplência e a concessão de maiores descontos mostraram os primeiros impactos da pandemia da Covid-19 sobre as margens da construtora. A companhia anunciou na quinta-feira à noite que seu lucro líquido do período somou R$ 115 milhões, recuo de 39,1% contra mesma etapa de 2019 e abaixo do consenso de R$ 155 milhões dos analistas de mercado. Refletindo as expectativas de aumento da inadimplência e a concessão de maiores descontos para a venda de imóveis, a margem bruta caiu 3,7 pontos percentuais no comparativo anual. Por volta 10h47, os ativos tinham desvalorização de 2,10% a R$ 15,42. O Ibovespa operava estável com leve baixa de 0,07% a 86.892 pontos

Visão dos analistas

Para a Mirae Asset, no geral o resultado ficou ligeiramente abaixo da expectativa de mercado, mesmo com o forte volume de vendas, que não se refletiu nas suas margens. Para o segundo trimestre, a corretora espera um período mais fraco, com queda no volume de lançamentos, decorrente da covid-19 e paralisação da economia, pressão de margens de vendas e paralisação em alguns poucos canteiros. Já para o final do 2T20 e para os próximos trimestres os analistas esperam a normalização nas atividades e melhora nas margens de vendas e não descartam algum pacote de ajuda do governo para o setor. Eles enxergam a MRV como uma opção para estar no setor de construção civil.

Balanço

A empresa adiantou ter registrado significativo aumento na procura por imóveis, em março e abril, após a concessão de maiores descontos. Por ordem de governos regionais, a MRV disse que chegou a ter 20% das obras paralisadas, percentual que caiu para 6% em maio, o que tende a impactar os resultados operacionais deste segundo trimestre. A MRV ainda teve uma queima de caixa de 181,6 milhões de reais no primeiro trimestre devido ao atraso nos repasses do governo para o programa habitacional Minha Casa Minha Vida. “Felizmente, a solução para o problema dos repasses já foi alcançada e não vemos motivos para enfrentarmos novos entraves no decorrer de 2020”, afirmou a empresa no balanço. O resultado operacional da MRV medido pelo lucro antes de impostos, juros, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) caiu 24,9% ano a ano, para 205 milhões de reais. A margem Ebitda recuou 4,4 pontos percentuais, para 13,7%. A receita líquida 1,5 bilhão de reais, queda de 0,6% ante mesma etapa de 2019, com apoio do recorde de vendas líquidas. O nível de alavancagem financeira, medida como proporção da dívida líquida em relação ao Ebitda, subiu de 1,06 vez em dezembro para 1,33 vez.
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