domingo, 28 de novembro de 2021
Mercado Livre

Morgan Stanley: Mercado Livre estende força no Brasil com disparada do e-commerce

25 novembro 2020 - 15h24Por Investing.com

Por Ana Carolina Siedschlag, da Investing.com - Varejistas omnichannel e focadas em e-commerce da América Latina tiveram alta anual de 50% nas vendas e de 53% no Ebitda no terceiro trimestre, enquanto lojas de vestuário recuaram 12% e 65%, respectivamente, com o crescimento do comércio online ainda acima dos níveis pré-pandemia e a argentina MercadoLibre (SA:MELI34) (NASDAQ:MELI) aumentando a fatia de mercado no Brasil, disseram analistas do Morgan Stanley (NYSE:MS) em relatório.

O volume bruto das mercadorias das lojas virtuais, ou GMV, na sigla em inglês, do Mercado Livre superou a da B2W (SA:BTOW3) pela primeira vez desde o segundo trimestre de 2019, apontou o relatório. A fatia de mercado no Brasil da companhia argentina subiu de 39% no segundo trimestre para 41% no terceiro e, na base absoluta, a empresa faturou GMV de R$ 5,9 bilhões, contra R$ 4,9 bilhões do Magazine Luiza (SA:MGLU3), R$ 2,8 bilhões da Via Varejo (SA:VVAR3) e R$ 2,6 bilhões da B2W.

As vendas online dos três maiores players brasileiros, Via Varejo, Magazine Luiza e Lojas Americanas (SA:LAME4), combinada com B2W, cresceram 45% acima do primeiro trimestre, período antes do estouro da pandemia no país. A expectativa dos analistas é que o resultado positivo continue para o quarto trimestre, com alta de 35% nas vendas na soma online e de lojas físicas.

Para as varejistas do setor de alimentos, os resultados foram “sólidos”, com alta de 14% nas vendas e de 21% do Ebitda, aponta o relatório.

Para o setor como um todo, o fim do auxílio emergencial é um ponto negativo, apontam, mas a ausência de gastos com viagens e outros serviços na virada do ano pode se converter em maior procura pelo varejo. Os analistas destacam Mercado Livre, Lojas Americanas e a WalMex (MX:WALMEX), o braço mexicano do Walmart como papéis na América Latina com recomendação Overweight, equivalente à compra, após o terceiro trimestre.

Vestuário ainda afetado

Entre as varejistas de vestuário e de departamentos cobertas pelo banco - as brasileiras Lojas Renner (SA:LREN3), C&A (SA:CEAB3) e Cia Hering (SA:HGTX3), a chilena Falabella (SN:FALABELLA) e a mexicana Liverpool (MX:LIVEPOL1) -, as vendas online cresceram quatro vezes na base anual, em linha com o segundo trimestre, apesar da reabertura das lojas físicas.

O segmento foi o mais afetado pelo fechamento das lojas, apontam os analistas, e, apesar da reabertura no terceiro trimestre, os níveis de venda permanecem bem abaixo dos pré-pandemia. A C&A teve alta de 4% nas vendas físicas em setembro, enquanto a Hering teve 5% de alta em outubro. Os analistas do Morgan Stanley se mantêm positivos com a recuperação da C&A e das Lojas Renner em 2021, com ganho de maiores fatias de mercado.

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