segunda, 29 de novembro de 2021
Pesquisa

Mais da metade dos consumidores continua enfrentando dificuldades financeiras devido à pandemia

O estudo Consumer Pulse, da TransUnion, destaca os efeitos financeiros contínuos da covid-19 sobre a vida dos brasileiros durante o terceiro trimestre de 2021

27 outubro 2021 - 11h30Por Redação Spacemoney
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A TransUnion, empresa global de informações e insights de dados, divulgou os principais resultados do Consumer Pulse Study, referentes ao terceiro trimestre (Q3) de 2021, apresentando o impacto financeiro da pandemia da covid-19 na vida das famílias brasileiras. Embora um pouco melhor do que nos trimestres anteriores, a pandemia continua afetando de maneira significativa as finanças dos entrevistados. Apesar disso, 53% dos consumidores seguem esperançosos de que a situação financeira vai se recuperar.

O Consumer Pulse Q3 2021 é baseado em uma pesquisa com 1.100 brasileiros adultos, realizada entre os dias 16 e 19 de agosto de 2021. O estudo aponta que 55% dos entrevistados tiveram queda de renda devido à pandemia. Entretanto, houve uma redução de 2 pontos percentuais em relação ao segundo trimestre de 2021 e de 5 pontos a menos, considerando o primeiro trimestre.

“Os consumidores brasileiros continuam enfrentando efeitos financeiros substanciais da pandemia, mesmo que tenhamos visto algumas melhorias, principalmente em famílias de baixa renda”, diz Claudio Pasqualin, diretor de Desenvolvimento de Negócios da TransUnion Brasil. “Embora haja um ligeiro aumento na confiança do consumidor, muitos brasileiros seguem preocupados em como pagar suas obrigações financeiras e outros hesitam em solicitar novo crédito ou refinanciamentos.”

Famílias de baixa renda têm melhorias, mas ainda são as mais afetadas

Como o número de brasileiros que relataram impactos financeiros negativos na pandemia diminuiu ligeiramente, as famílias de baixa renda (inferior a R$ 1.000 mensal) demonstraram a maior melhora. Desse grupo, 72% disseram que sua receita diminuiu devido à pandemia. Apesar de alto, o número representa uma queda de 10 pontos percentuais em relação ao último período da pesquisa.

Isso se compara a 54% das famílias de renda média (valor mensal entre R$1.000 e R$4.999), que não tiveram alteração nos rendimentos em relação ao período anterior da pesquisa, e a 31% das famílias de renda mais alta (R$5.000 ou mais por mês), comparado a 33% do trimestre anterior.

A perda de emprego, juntamente com a redução do salário e das horas de trabalho, continuam sendo as principais razões para a mudança da renda familiar. Entre os entrevistados, 36% alegaram que alguém em sua casa perdeu o emprego no último mês, contra 34% no último período da pesquisa. Enquanto 30% indicaram que tiveram seu salário reduzido e 19% tiveram suas horas de trabalho cortadas.

Apesar desses retrocessos financeiros, a maioria dos consumidores entrevistados (53%) classificou-se como esperançosos sobre sua situação financeira, o que significa que, embora sua renda familiar tenha diminuído, esperam que suas finanças se recuperem. Apenas 13% dos consumidores disseram estar estáveis, o que significa que não houve queda na renda familiar e as finanças em 2021 estão como planejadas. Já 24% estão no “limbo”. Isto é, relataram que tiveram uma queda na receita durante a pandemia e estão inseguros ou levemente duvidosos em relação à recuperação de suas finanças. Os consumidores resilientes, definidos como aqueles cuja renda familiar tenha diminuído durante a pandemia, porém já se recuperaram, representam apenas 6% dos entrevistados da pesquisa.

Dívidas

Entre os que foram afetados pela pandemia, 93% expressaram preocupação com sua capacidade de arcar com suas contas e empréstimos, e 57% de todos os consumidores impactados indicaram que não conseguirão pagar pelo menos uma de suas contas e empréstimos. Entre as famílias de menor renda, 63% consideram não conseguir pagar pelo menos uma de suas dívidas, em comparação com 54% das famílias de renda média e 45% das famílias de alta renda.

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