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Juros

Juro futuro cai e projeção para 2020 fica abaixo de 5%; juro real líquido recua para perto de 1% ao ano

19 setembro 2019 - 11h36Por Angelo Pavini

O mercado de juros futuros da B3 está revendo para baixo suas estimativas para os próximos anos, depois que o Comitê de Política Monetária (Copom) indicou que as taxas podem continuar caindo nas próximas reuniões, o que fez muitos economistas e analistas revisarem para baixo suas projeções. Os contratos futuros para janeiro de 2020, que dão a projeção para a taxa acumulada neste ano, estão agora em 5,09%, indicando que os juros terão de cair bem mais para que o acumulado este ano, que estava em torno de 6,5% ao ano até dois meses atrás, feche 2019 nesse nível.

Já o contrato para janeiro de 2021, que traz a estimativa daqui até o fim do ano que vem, projeta menos de 5% ao ano, ou 4,95% ao ano, reforçando as expectativas de redução dos juros para perto de 4% ao ano no fim deste ano ou no começo do ano que vem.

As projeções registram quedas fortes para os padrões do mercado. Os 5,09% do contrato de janeiro de 2020 estão 0,09 ponto percentual abaixo do fechamento de ontem. Já os 4,95% de janeiro de 2021 estão 0,27 ponto. Para janeiro de 2022, a projeção é de 5,55%, 0,26 ponto menos que ontem, e indicando que os juros voltam a subir apenas em 2021.

Essa queda vai beneficiar aplicações prefixadas, como fundos renda fixa e títulos Tesouro Prefixado do Tesouro Direto, além do ETF (fundo com cotas negociadas em bolsa) Mirae Asset Renda Fixa Pré, que acompanha os mercados futuros.

O mercado reforçou a aposta também em uma queda de 0,5 ponto no juro na próxima reunião do Copom no fim de outubro. Segundo Pablo Stipanicic Spyer, diretor da Mirae Asset, a probabilidade implícita nos contratos futuros de juros indica 68% de chances de uma redução de 0,5 ponto, ante 38% de um corte de 0,25%.

Ele lembra ainda que, com a Selic a 5,50% hoje, se for descontado um imposto de renda de 20%, para aplicações de seis meses a um ano, a aplicação em renda fixa renderia 4,40% líquidos. “Tirando a inflação do IPCA, de 3,45%, o ganho real seria de 0,95% ao ano”, diz Spyer.

Já com a Selic caindo para 4,40% ao ano, descontando-se o imposto de renda, o Brasil entrará no rol dos países com juros reais negativos. “Bem vindos à nova era, em que é preciso tomar riscos para ganhar dinheiro no Brasil”, afirma.

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