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jovens na bolsa

Metade dos investidores na bolsa de valores é jovem; dicas para você ser o próximo

05 maio 2020 - 17h51Por Yasmin Oliveira
Na B3, a bolsa de valores brasileira, o número de pessoas físicas cadastradas teve um boom de 2017 para cá: se no fechamento daquele ano, 477 mil investiam em ações e outros ativos listados na bolsa, em abril esse número superou dois milhões, segundo dados da própria B3.  E os jovens preenchem a maior fatia dessa conta. Dos mais de 2 milhões de CPFs cadastrados na B3, a bolsa brasileira, até o fim de abril, 1,05 milhões são jovens de entre 16 e 35 anos. É a maior representação de investidores pessoa física na bolsa. Apesar de a pandemia poder gerar receio entre quem está começando suas primeiras reservas financeiras, pode valer a pena entrar na bolsa agora ‒ com muito planejamento, claro. Nesta SpaceDica, separamos dicas para quem está começando nesse ambiente e relatos de uma influencer que trabalha com jovens que querem se introduzir no mercado.

Influencers são porta de entrada para jovens

Caroline Francisco de Sousa, investidora e fundadora do canal de Youtube Jovens na Bolsa, faz parte desse milhão de jovens na B3. Hoje com 25 anos de idade, ela mergulhou no mundo dos investimentos aos 22, quando fazia faculdade de música. Ela conta que começou com livros, canais no Youtube, e depois partiu para os cursos sobre investimento. Ao comentar sua experiência para colegas, percebeu que as dúvidas e o desconhecimento sobre esse universo era frequente. Em três meses, ela reuniu 500 pessoas em grupos de redes sociais para falar sobre o tema.“Comecei a perceber que era um nicho com muita demanda. O número de pessoas na bolsa é baixo, a maioria dos brasileiros têm dívidas e não possuem reserva de emergência”, conta. No seu canal e nas suas redes sociais, quem a procura chega com dúvidas iniciais, sobre tesouro direto e reservas de emergência. “Vi oportunidade de trabalhar com isso, ainda é um público com pouco conhecimento”, diz. Em seus vídeos, Caroline  divide com seu público um pouco do que aprendeu em cursos e livros, adotando linguagem didática. E hoje direciona seus conteúdo para o assunto do momento na área: a pandemia de coronavírus e seus impactos na economia.  “Direcionei quase todo o conteúdo para esse momento, tanto para ajudar quem viesse aproveitar as oportunidades”, diz, mas com ressalvas e cautela. “É preciso alertar porque a gente vê diversos influencers e youtubers falando dessas oportunidades, mas não sabemos quando vamos nos recuperar.” “O número de canais e perfis nas redes sociais são um convite e estímulo para que jovens arrisquem mais, tenham experiências novas”, diz Thabata Abreu, planejadora financeira da SpaceMoney. Ela tem uma ressalva, porém: “nenhuma orientação geral é capaz de causar transformação na vida financeira de uma pessoa”, e seguir carteiras de outras pessoas pode dar muito errado. .

Na pandemia

Caroline, do Jovens na Bolsa, observa que, entre o seu público, aumentou a procura por investimentos na bolsa durante a pandemia, mas entre quem já possui um pouco mais de conhecimento.  “O que eu percebi com a crise foram muitos investidores, alunos, seguidores, que não se prepararam pra uma crise. Poucas pessoas tinham dinheiro pra aportar nesse momento”, observa a youtuber entre seu público. “Quem é iniciante, sem conhecimento nenhum, infelizmente se afasta por medo com a queda da bolsa.” Ao mesmo tempo, a juventude seria o melhor momento para correr riscos, de acordo com Thabata, da SpaceMoney. Mas durante a pandemia, é um contexto em que o risco da renda variável aumenta ainda mais, tanto pela crise financeira quanto com as questões políticas no Brasil agora.  Existem oportunidades, mas conhecimento é necessário Ainda assim, é possível encontrar oportunidades na bolsa para quem já passou pelos primeiros passos, que é fazer suas reservas e quitar dívidas.  A diversificação da carteira entre rendas fixa e variável também alivia os riscos que a crise carrega. A planejadora financeira da SpaceMoney sugere que o investidor se pergunte: “eu quero ter o máximo de retorno que eu consigo no menor risco possível. Qual é a combinação que trará isso?” Para as duas, o conselho que fica em qualquer momento e se intensifica agora é não fazer nada sem conhecimento. “Tire suas dúvidas com especialistas, pondere sobre diferentes opiniões antes de tomar alguma decisão”, diz Thabata.  Estudar é essencial, e a internet facilita muito como porta de entrada para conhecimento sobre o mercado. “Existem vários canais nas redes sociais com playlists, além de livros. É uma boa forma de adquirir conhecimento sem gastar muito, pra não cometer erro de entrar em uma pirâmide ou arriscar tudo em bolsa achando ser o correto”, diz Caroline. Para ela, a mentalidade essencial é aproveitar o dinheiro que se tem em mãos. “Sempre achamos que não ganhamos o suficiente, mas a mentalidade sempre será mais importante que a quantidade.”
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