O cenário global do turismo internacional passou por transformações profundas desde 2019, com alguns países experimentando crescimentos expressivos enquanto outros ainda lutam para recuperar o fluxo de visitantes. De acordo com dados da OCDE compilados em 2025, a Arábia Saudita lidera o ranking de aumento de turistas, com um impressionante acréscimo de 67% em relação ao período pré-pandemia. Esse movimento reflete estratégias de diversificação econômica e investimentos em infraestrutura turística.
Principais destinos em alta
Além da Arábia Saudita, Marrocos (+53%) e Egito (+47%) registraram fortes ganhos, impulsionados pela demanda por viagens ao Mediterrâneo e ao Norte da África. Na América do Sul, Brasil (+46%), Colômbia (+45%) e Chile (+33%) superaram os níveis de 2019, indicando uma retomada vigorosa na região. Esses dados sugerem que destinos emergentes e com políticas de facilitação de vistos estão capturando uma parcela maior do turismo global.
Na Europa, Noruega (+28%), Sérvia (+27%), Dinamarca (+22%) e Portugal (+20%) também se destacam, embora os ganhos sejam mais moderados que os observados no Oriente Médio. Países como Espanha (+16%) e França (+12%) consolidaram sua posição, mas com crescimentos menores devido à base elevada. Contudo, Alemanha (-6%), Itália (-5%) e Irlanda (-32%) ainda permanecem abaixo dos níveis pré-pandêmicos, evidenciando disparidades na recuperação europeia.
Impactos de conflitos e restrições
O caso mais extremo de queda é Israel, com retração de 71% no número de turistas internacionais, reflexo direto do conflito iniciado em outubro de 2023. Esse dado ressalta como tensões geopolíticas podem impactar drasticamente o setor turístico. Na Ásia-Pacífico, Tailândia (-17%), Nova Zelândia (-9%), Austrália (-6%) e Indonésia (-4%) ainda não recuperaram totalmente, em parte devido ao fechamento prolongado de fronteiras durante a pandemia.
Os Estados Unidos registraram queda de 14% em relação a 2019, enquanto o Canadá apresentou redução de 11%. Esses números contrastam com o crescimento observado em outras economias desenvolvidas, sugerindo desafios competitivos ou mudanças nos padrões de viagem global. A média mundial de crescimento foi de apenas 4%, e a média da OCDE de 5%, indicando que, embora haja recuperação, ela é desigual.
Perspectivas e tendências estruturais
A análise dos dados da OCDE revela que o turismo global está em uma trajetória de recuperação, mas com fortes assimetrias regionais. O Oriente Médio e o Norte da África emergem como motores de crescimento, enquanto destinos tradicionais na Europa e América do Norte enfrentam estagnação ou declínio relativo. Fatores como investimentos em infraestrutura, políticas de vistos e estabilidade política são determinantes para o desempenho.
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