sexta, 03 de dezembro de 2021
Bolsa

Ibovespa sobe 3% na semana e fecha com recorde aos 104 mil pontos após avanço da reforma da Previdência

05 julho 2019 - 22h38Por Angelo Pavini

A bolsa brasileira contrariou a tendência dos mercados internacionais e o Índice Bovespa fechou em alta de 0,44% hoje, aos 104.089 pontos, novo recorde, impulsionado pelo otimismo com a reforma da Previdência. No exterior, porém, as principais bolsas da Europa e dos Estados Unidos caíram, após dados mais fortes do mercado de trabalho americano indicarem que a economia não está tão ruim assim e o Federal Reserve (Fed, banco central americano) não vai reduzir muito os juros este ano. Na Europa, dados da atividade na Alemanha vieram mais fracos que o esperado, o que reforçou o receio com a volta da recessão.

O mercado brasileiro chegou a abrir em baixa, mas depois voltou a subir, chegando na máxima de 104.175 pontos. Com a alta de hoje, o índice acumula ganho de 3% na semana, embalada pela aprovação na comissão especial da Câmara do texto da reforma da Previdência.

A expectativa agora é que o texto comece a ser discutido no Plenário na semana que vem e o presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ) tem afirmado que há votos para aprovar o texto antes do recesso, marcado para 18 de julho. Se o texto não for votado, porém, ou se houver uma grane mudança que reduza a economia prevista em 10 anos, hoje estimada em R$ 1,1 trilhão, os mercados podem devolver boa parte dessa alta.

Vale e Petrobras seguraram o mercado

O mercado conta também com a as chances de novos cortes na taxa Selic, que, entre outros fatores, estão condicionados aos avanços da agenda de reformas. lembra o BB DTVM, que diz que os ganhos do Ibovespa na presente sessão só não foram maiores por terem sido limitados pelo mau desempenho de Vale e Petrobras, refletindo a derrocada do preço do minério de ferro na sessão e a retração do preço do petróleo na semana.

No mercado de câmbio, o dólar avançou 0,5% e encerrou cotado a R$ 3,8180, alinhado ao fortalecimento da moeda no exterior por conta também da alta dos juros nos EUA. O título de 10 anos do Tesouro americano passou de 1,98% ontem para 2,04% hoje, reflexo da estimativa de que os juros não vão cair tanto. Já a curva de juros apresentou recuos nos contratos de curto prazo e alta na ponta longa.

Nos EUA, os índices de ações recuaram, com o Dow Jones perdendo 0,16%, o Standard & Poor’s 500, 0,18% e o Nasdaq, 0,10%. O ouro, por sua vez, caiu 1,39% diante da expectativa de juros mais altos nos EUA. Na Europa, o Índice Euro Stoxx 600 perdeu 0,72%, com o receio de juros maiores nos EUA atividade mais fraca na zona do euro. O DAX, de Frankfurt, caiu 0,49% e o CAC, de Paris, 0,48%.

Já o Índice Bovespa subiu graças aos papéis de bancos, como Itaú Unibanco, que ganhou 1,11%, e Bradesco PN, com 0,87%. Vale ON caiu 2,54%, diante das investigações de siderúrgicas chinesas sobre a alta das cotações do minério. Bradespar PN, grande acionista da Vale, foi a maior queda do Ibovespa, com 2,74%,. CSN ON, que também tem grande parte da receita da mina Casa de Pedra, também foi destaque no índice, com queda de 1,30%. Cielo ON perdeu 1,86%. Petrobras PN ficou praticamente estável, com alta de 0,04%.

As maiores altas foram de Gol PN, com 6,23%, seguida de B2W Digital, com 4,38% e Azul PN, com 3,64%. As duas companhias de aviação refletiram a decisão da Agência Nacional de Aviação (Anac) de distribuir as rotas da Avianca, em recuperação judicial. Suzano também foi destaque de alta, com 3,64%.

Com a alta de hoje, o Ibovespa acumula alta de 3,09% no mês de julho e na semana e 18,44% no mês. No 3 de julho, houve ingresso líquido de capital estrangeiro em R$ 53,8 milhões na bolsa, segundo o BB Investimentos. No mês de julho e no ano, os saldos estão negativos em R$ 369,0 milhões e R$ 4,3 bilhões, respectivamente.

No mercado de dólar comercial, a moeda americana caiu 0,50% e fechou cotado a R$ 3,8180 para venda, acumulando -0,57% em julho, -1,47% no ano e -2,85% em 12 meses.

Já os juros caíram nos contratos futuros mais curtos e subiram nos mais longos. Os contratos futuros de DI para janeiro de 2021 fecharam projetando 5,67%, ante 5,71% no dia anterior. Já para 2025, a projeção subiu para 7,03%, ante 6,98% do dia anterior.

Próxima semana terá reforma e IPCA

Na próxima semana, as atenções do mercado estarão voltadas para o início da votação da reforma no Plenário da Câmara e nas articulações do governo e do presidente da Casa, Rodrigo Maia, para garantir a provação do projeto. Haverá ainda a divulgação do IGP-DI e do IPCA de junho, dados dos setores de varejo e serviços de maio (IBGE) e o índice de atividade econômica do Bacen, o IBC-Br. Nos EUA, sairá a ata do Comitê de Mercado Aberto (Fomc) e os preços ao consumidor (IPC). Na zona do euro, saem a produção industrial da Alemanha, França, Reino Unido e da região, além da inflação de Alemanha e França. Na China, sai a balança comercial.

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