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Ibovespa recupera parte das perdas de ontem e sobe 1,74%; dólar comercial cai 0,37%

28 janeiro 2020 - 18h37Por Redação SpaceMoney

O Ibovespa, principal índice acionário da B3, encerrou esta terça-feira (28) com ganhos de 1,74%, aos 116.478,98 pontos. A bolsa brasileira acompanhou o movimento global de recuperação após a grande queda registrada ontem (27) devido ao medo de que o coronavírus se transforme em uma pandemia, quando atinge escala global. Na direção contrária, o dólar comercial fechou o dia com desvalorização de 0,37%, cotado a R$ 4,194. Ontem, a moeda dos EUA havia encerrou o pregão à vista cotado a R$ 4,21, maior valor de fechamento desde 2 de dezembro, a R$ 4,214. Veja os principais fatores que influenciaram os marcadores na sessão de hoje:

Mercados internacionais

Por causa do Ano Novo Chinês, as bolsas de Hong Kong e China não abriram, mas a bolsa do Japão fechou com leve queda e a bolsa da Coreia do Sul com um recuo mais expressivo, de 3,09%. Na avaliação dos investidores, se o país não conseguir controlar a situação, a frágil estabilização da economia mundial, após a assinatura dos acordos comerciais entre EUA e China, pode ser comprometida. Ao contrário dos mercado asiáticos, as principais bolsas europeias e dos EUA registraram ganhos hoje. Na Alemanha, o índice DAX subiu 0,90%, na França, o CAC 40 se valorizou 1,07%, e no Reino Unido, o FTSE 100 teve alta de 0,93%. Nos EUA, o DJI subiu 0,66% e o Nasdaq Composite, 1,43%.

Coronavírus

O governo chinês admitiu que as medidas para tentar conter o avanço do coronavírus estão sendo pouco efetivas. O país já destinou US$ 9 bilhões para frear a epidemia e já restringiu a circulação de pessoas em 13 cidades. Na cidade de Wuhan, local onde surgiu a nova cepa (variedade) do vírus, foi construído um novo hospital, com 1 mil leitos, seguindo o modelo de contenção utilizado na última epidemia da síndrome respiratória aguda grave (SARS). Ontem (27), o prefeito de Wuhan admitiu ter omitido dados sobre o contágio do vírus e colocou seu cargo à disposição. Em entrevista, ele admitiu que pelo menos 5 milhões de pessoas deixaram a cidade antes do isolamento. Até os últimos levantamentos divulgados, a doença, que já matou 106 pessoas e contaminou mais de 4,5 mil, tem se espalhado pelo mundo e já atingiu 11 países em quatro continentes. A Organização Mundial da Saúde (OMS) já elevou o risco global do coronavírus de “moderado” para “alto”.

Reunião do Fed

O Federal Reserve (Fed), o banco central americano, inicia sua reunião nesta terça-feira (28) com encerramento na quarta-feira (29). Especialistas de mercado estimam que a entidade monetária deverá manter a taxa de juros inalterada. Por outro lado, existe uma parcela dos analistas que temem que o Fed está esgotando seus recursos para uma eventual nova desaceleração da economia americana.

Roberto Campos Neto

O presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, participou hoje, às 10h, de um painel com o ex-presidente do BC, Ilan Goldfajn, para comentar a agenda da instituição. Desde 2019, Campos dá continuidade ao trabalho em medidas microeconômicas e política monetária. Nos últimos meses, o BC reduziu a Selic de 6,5% para 4,5% . Boa parte do mercado estima que, na próxima reunião do Comitê de Política Monetária em fevereiro, ocorra um novo corte de 0,25% na taxa básica de juros, a Selic, encerrando, assim, o ciclo de redução dos juros.

Confiança na construção

O Índice de Confiança da Construção (ICC), cresceu 2,1 pontos de dezembro para janeiro. Essa foi a oitava alta consecutiva do indicador, que chegou a 94,2 pontos, maior patamar desde maio de 2014 (94,6 pontos), segundo a Fundação Getulio Vargas (FGV). O Índice de Expectativas, que mede a confiança do empresariado do setor em relação aos próximos meses, cresceu 2,4 pontos, alcançando 104,2 pontos, o maior valor desde setembro de 2012 (104,5 pontos). Dos quesitos que compõem esse índice, a principal alta veio da demanda prevista para os próximos três meses.

Boletim Focus

O Banco Central divulgou ontem (27) mais uma edição do Boletim Focus, que traz expectativas do mercado para alguns indicadores da economia. Para 2020, a inflação oficial recuou de 3,56% para 3,47%, a quarta redução seguida, abaixo do centro da meta de 4,00% e dentro da margem de erro de 1,5%. Já para 2021, as projeções foram mantidas, com alta de 3,75%, também dentro do centro da meta para o ano que vem. Para a taxa básica de juros, é esperada uma redução de 0,25% na reunião de fevereiro do Comitê de Política Monetária (Copom). A Selic deve ser mantida assim até o final de 2020, marcando o fim do ciclo de cortes do Banco Central. Já para 2021, deve ser elevada ao patamar de 6,25% Em relação ao dólar, as apostas de 2020 foram elevadas de R$ 4,05 para R$ 4,10, após encerrar 2019 a R$ 4,01. Por fim, o Produto Interno Bruto (PIB) de 2020 teve sua estimativa elevada de 2,30% para 2,31% e se manteve em 2,50% para 2021.
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