Ibovespa Dólar

Ibovespa fecha em alta e retoma patamar de 90 mil pontos; dólar encerra em queda, a R$ 4,64

O Ibovespa, principal índice acionário da B3, a bolsa brasileira, fechou o pregão desta terça-feira (10) em alta, seguindo a recuperação dos mercados internacionais após dia de baixas generalizadas. Os ganhos foram de 7,14%, aos 92.214,47 pontos.

O dólar comercial encerrou em queda, com desvalorização de 1,69% ante o Real e cotado a R$ 4,646. Às 9h10, o Banco Central promoveu mais um leilão no mercado de câmbio, de US$ 2 bilhões, no intuito de conter os ânimos em relação à alta da divisa norte-americana.

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Ontem, seguindo o pânico generalizado nos mercados com o preço do petróleo e os receios com o coronavírus, a bolsa ficou parada por meia hora, com o circuit breaker, um mecanismo de defesa contra a volatilidade. Após atingir perdas de 10%, o Ibovespa retomou os trabalhos e encerrou o pregão com perdas de 12,16%, aos 86.075,87 pontos.

Veja os principais fatores que influenciaram o mercado financeiro na sessão de hoje:

Mercados internacionais

Hoje, as bolsas ao redor do mundo se recuperam das quedas generalizadas de ontem. No Japão, o Nikkei teve leve alta de 0,85%, enquanto a Bolsa de Xangai encerrou o pregão com ganhos de 1,82%.

Na Europa, DAX 30 fechou com queda de mais de 1%. O FTSE 100 encerrou a sessão com leve queda. O índice CAC 40 perdeu 1,51% ao fechamento do pregão. Em Nova York, Dow Jones, S&P 500 e Nasdaq fecharam com alta de quase 5%.

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Petróleo

Após a queda monumental de ontem, o petróleo tinha alta de 8% na manhã desta terça-feira. A guerra de preços do óleo começou com a discordância entre Rússia e Opep em relação aos cortes de produção. Com isso, a Arábia Saudita faz preparativos para elevar a sua produção, assim como o país russo.

Nas redes, os internautas comentaram a situação:

https://twitter.com/profmenandro/status/1237344264293683202

O presidente Jair Bolsonaro comentou hoje, no Twitter, que a política de preços não terá alterações:

Coronavírus

China e Itália encabeçam o ranking dos países com maior número de casos da nova doença. No mundo inteiro, são mais de 110 mil infectados e 4 mil mortos pelo COVID-19.

Os mercados observam os Estados Unidos: ontem, o presidente Donald Trump prometeu discutir com o Congresso medidas de incentivo econômicas para conter uma possível crise causada pela epidemia.

Leia mais: Trump garante alívio fiscal para moderar impacto do coronavírus

Além disso, o presidente norte-americano elogiou agora há pouco, no Twitter, a atuação da equipe responsável por lidar com a situação do coronavírus no país. “Nosso time do coronavírus tem feito um ótimo trabalho”, escreveu Trump. “Até os governadores democratas têm sido muito corteses!”.

No Brasil, as ocorrências chegaram a 34 ao longo do dia, e as redes fizeram piada. Não houve mortes pelo COVID-19 no país.

 

Produção industrial

Foi divulgada hoje a produção industrial de janeiro: houve crescimento de 0,9% em relação ao mês de dezembro de 2019. No entanto, na comparação com janeiro de 2019, houve queda de 0,9%.

Balanços

O noticiário corporativo, ofuscado pelo day after do circuit breaker, aguarda os resultados das empresas Movida, Trisul e Localiza para depois do fechamento dos mercados.