sexta, 03 de dezembro de 2021
finanças pessoais

Ibovespa e dólar sobem em dia sem notícias de impacto no exterior

20 janeiro 2020 - 18h42Por Redação SpaceMoney
O Ibovespa, principal índice acionário da B3, a bolsa brasileira, encerrou a sessão de negociação desta segunda-feira (20) com valorização de 0,32%, aos 118.862,63 pontos. O dólar comercial, por sua vez, fechou o dia com alta de 0,59%, cotado a R$ 4,189, próximo da máxima registrada na semana passada, de R$ 4,191. Na falta da referência das bolsas de valores nos EUA, que estiveram fechadas hoje por conta do feriado de Martin Luther King, o mercado financeiro brasileiro apresentou certa volatilidade e refletiu principalmente o vencimento de opções sobre ações na B3 e os dados do Boletim Focus, do Banco Central do Brasil (BC), que mostrou maior otimismo para a economia do país. Veja os principais fatores que influenciaram o mercado financeiro na sessão de hoje:

Semana de balanços

Nesta semana, a atenção se volta à temporada de divulgação de balanços, que inclui nomes como Netflix, IBM, UBS, Procter & Gamble, Johnson & Johnson, American Express e Hyundai. Além disso, dentre outros destaques, o governo americano pretende divulgar mais detalhes nesta semana sobre mudanças no atual plano de saúde pública para pessoas de baixa renda, Medicaid.

FMI estima crescimento brasileiro elevado

O Fundo Monetário Internacional (FMI) elevou sua perspectiva de crescimento do Brasil em 2020, na revisão de seu relatório Perspectiva Econômica Global. A instituição projeta um crescimento de 2,2% para o país, 0,2 ponto percentual a mais do que o relatório de outubro. De acordo com o FMI, a revisão para cima deve-se "à melhora do sentimento após a aprovação da reforma da Previdência e à redução dos problemas de oferta no setor de mineração". Para os mercados emergentes e em desenvolvimento, o Fundo prevê expansão de 4,4% em 2020 e 4,6% em 2021, ante os 3,7% estimados para 2019. 

Fórum Econômico Mundial

O ministro da Economia, Paulo Guedes, será representante do governo brasileiro no Fórum Econômico Mundial, que reúne líderes, chefes de Estado e empresários em Davos, na Suíça. Guedes participa hoje (20) à noite da abertura do evento, onde as apresentações de Guedes se concentrarão na redução do déficit fiscal no primeiro ano de governo e no aprofundamento das reformas estruturais. O ministro tem a seu favor a indicação, na semana passada, dos Estados Unidos para integrar a OCDE, o que é visto com bons olhos pela comunidade internacional. Paulo Guedes voltou a afirmar, em entrevista ao portal Poder 360, que os juros baixos e o câmbio alto são o "novo normal" para a economia brasileira. Da última vez que Guedes fez uma declaração desse tipo, o mercado reagiu de maneira negativa.

Indicação para OCDE

Os Estados Unidos enviaram uma carta para a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) para apoiar a entrada do Brasil no grupo. No ano passado, os EUA indicaram a Argentina para integrar a organização, mas, segundo analistas, com a saída do liberal Maurício Macri, os americanos decidiram priorizar a entrada brasileira. A expectativa é de que isso aconteça até o final do mandato do atual presidente, Jair Bolsonaro.

Boletim Focus

O Banco Central divulgou mais uma edição do Boletim Focus, que reúne as expectativas do mercado para diversos indicadores econômicos, como inflação, taxa de juros e câmbio. As novas projeções apontam para uma redução da inflação oficial de 2020 de 3,58% para 3,56%, abaixo da meta de 4% e dentro da margem de erro de 1,5 ponto percentual. Já para 2021, o mercado espera que o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que é uma prévia da inflação oficial, chegue em 3,75%, também dentro da meta. O Produto Interno Bruto (PIB) para 2020 aponta para um crescimento maior, de 2,30% na semana passada para 2,31% nesta semana. Para 2021, 2022 e 2023, é esperado um crescimento de 2,50%. Para a taxa básica de juros, a Selic, é esperado um novo corte de 0,25% na próxima reunião do Copom, em fevereiro, encerrando o ciclo de queda dos juros e dando início a um constante aumento até que, em 2021, a Selic atinja 6,25%.
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