quarta, 01 de dezembro de 2021
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Queda do Ibovespa gera oportunidade de compra, diz especialista

26 fevereiro 2020 - 17h44Por Carolina Unzelte
Na volta do feriado de carnaval, o Ibovespa, principal índice acionário do Brasil, operava com queda de mais de 7% por volta das 17h. Durante os dias de folia, o índice dolarizado da bolsa brasileira, em Nova York, já anunciava o que aconteceria na Quarta-Feira de Cinzas: nos dois primeiros dias da semana, o EWZ acumulou perdas de 6,3%. Mesmo assim, o conselho é a compra ações. “O dia de hoje é muito mais uma oportunidade de compra do que uma recomendação de venda”, explica Sérgio Brito, sócio da Ipê Investimentos O especialista diz que a bolsa vai se recuperar gradualmente das perdas, com os bons resultados apresentados pelas empresas na temporada de balanços, que começou no fim de janeiro e deve terminar em março.

Mas por que as ações das empresas brasileiras caíram, se as companhias estão entregando bons números? A resposta é o coronavírus. “O pânico vem pela incerteza do impacto que o surto vai causar”, aponta Brito.

Países como Itália, Coreia do Sul e Japão registraram ocorrências e já são mais de 70 mil casos ao redor do mundo. A disseminação do vírus para fora da China potencializou o medo de que a epidemia afete a economia global. O movimento de queda visto hoje na B3, acompanhando o índice que reúne as empresas brasileiras no exterior, é natural. “Se houvesse um descasamento entre os dois, seria fácil comprar ações muito baratas no Brasil para revender mais caro no estrangeiro, por exemplo”, diz o especialista da Ipê Investimentos.  compra E, mesmo para quem tem ações listadas na B3, não é um momento crítico: o Ibovespa ainda está longe de bater o circuit breaker, ou seja, a queda de 10%, que paralisa as negociações. “O brasileiro tem aversão a perdas, mas não é recomendado seguir o efeito manada de hoje”.  Para quem investe na bolsa ou pretende investir, a sugestão é a mesma. O momento é de ter uma carteira diversificada, com companhias geradoras de caixa e que apresentem perspectivas de crescimento a longo prazo. “O setor de bancos, por exemplo, mesmo com o aumento das fintechs, é uma boa pedida”, indica Brito.
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