quinta, 02 de dezembro de 2021
finanças pessoais

Ibovespa cai 1,54% com perdas dos bancos e ameaça de novo vírus na Ásia

21 janeiro 2020 - 19h07Por Redação SpaceMoney
O Ibovespa, principal índice acionário da B3, a bolsa brasileira, fechou esta terça-feira (21) em forte queda de  1,54%, aos 117.026,04 pontos. A perda foi influenciada, principalmente, pela desvalorização dos papeis de bancos e da Vale, além de uma insegurança internacional global relacionada à possível disseminação de um novo vírus na Ásia.  Na direção oposta, o dólar comercial encerrou o dia com valorização de 0,40% e cotado a R$ 4,206, após atingir, durante a sessão de negociação, a cotação de R$ 4,209, valor mais alto desde 5 de dezembro do ano passado. Veja os principais fatores que influenciaram o mercado financeiro na sessão de hoje: Fórum de Davos O Fórum Econômico Mundial é um dos destaques da semana, com o discurso de diversos líderes mundiais e instituições financeiras. Na manhã de hoje, o presidente americano, Donald Trump, discursou atacando o Fed e exaltando os bons resultados da economia americana. Já o ministro da Economia do Brasil, Paulo Guedes, afirmou que a desigualdade no país advém principalmente da falta de oportunidades equânimes, além da falta de competição na economia, citando o setor bancário como 'cartel'.

Mercados internacionais

As bolsas asiáticas fecharam em queda, com destaque negativo para a bolsa de Hong Kong após a agência de classificação de risco Moody’s rebaixar a nota da região, com a chegada do “Vírus de Wuhan” na província e os protestos que se arrastam por mais de seis meses, o que motivou o rebaixamento. Já os índices da Europa também operam com leve queda, enquanto os futuros de Nova York apontam para uma abertura em queda. 

Vírus de Wuhan

Um novo coronavírus, que causa uma forte pneumonia, já matou três pessoas na China e têm casos de contágio em países como Japão, Tailândia, Coréia do Sul e na província de Hong Kong. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), ocorreram também "limitadas transmissões de humano para humano", mas a instituição não restringiu viagens ou comércio com os países afetados. A nova cepa ("tipo") desse vírus foi identificada no domingo (19) após 170 pessoas serem diagnosticadas com febre, falta de ar e tosse. Até o momento, foram registradas seis mortes do que é chamado "Vírus de Wuhan", cidade chinesa em que se acredita ter iniciado a epidemia.

Indicação para OCDE

Os Estados Unidos enviaram uma carta para a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) para apoiar a entrada do Brasil no grupo. No ano passado, os EUA indicaram a Argentina para integrar a organização, mas, segundo analistas, com a saída do liberal Maurício Macri, os americanos decidiram priorizar a entrada brasileira. A expectativa é de que isso aconteça até o final do mandato do atual presidente, Jair Bolsonaro.

IGP-M

O Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) teve alta de 0,57% em sua segunda prévia de janeiro, frente ao avanço de 2,06% no mesmo período do mês anterior, segundo divulgado hoje (21) pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). O índice é utilizado na correção de valores de contratos, como aluguel de imóveis. 

FMI estima crescimento brasileiro elevado

O Fundo Monetário Internacional (FMI) elevou sua perspectiva de crescimento do Brasil em 2020, na revisão de seu relatório Perspectiva Econômica Global. A instituição projeta um crescimento de 2,2% para o país, 0,2 ponto percentual a mais do que o relatório de outubro. De acordo com o FMI, a revisão para cima deve-se "à melhora do sentimento após a aprovação da reforma da Previdência e à redução dos problemas de oferta no setor de mineração". Para os mercados emergentes e em desenvolvimento, o Fundo prevê expansão de 4,4% em 2020 e 4,6% em 2021, ante os 3,7% estimados para 2019. 

Boletim Focus

O Banco Central divulgou mais uma edição do Boletim Focus, que reúne as expectativas do mercado para diversos indicadores econômicos, como inflação, taxa de juros e câmbio. As novas projeções apontam para uma redução da inflação oficial de 2020 de 3,58% para 3,56%, abaixo da meta de 4% e dentro da margem de erro de 1,5 ponto percentual. Já para 2021, o mercado espera que o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que é uma prévia da inflação oficial, chegue em 3,75%, também dentro da meta. O Produto Interno Bruto (PIB) para 2020 aponta para um crescimento maior, de 2,30% na semana passada para 2,31% nesta semana. Para 2021, 2022 e 2023, é esperado um crescimento de 2,50%. Para a taxa básica de juros, a Selic, é esperado um novo corte de 0,25% na próxima reunião do Copom, em fevereiro, encerrando o ciclo de queda dos juros e dando início a um constante aumento até que, em 2021, a Selic atinja 6,25%.
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