sábado, 28 de maio de 2022
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Home equity surge como alternativa para empresas que precisam de empréstimo

Bancos ainda concentram 80% do volume de crédito concedido no país, mas juros altos e burocracia levam empreendedores a buscar novas opções com fintechs

19 janeiro 2022 - 10h30Por CashMe

Empreender sempre foi um desafio, mas com a pandemia da Covid-19 trazendo — há quase dois anos — restrições ao comércio e retração para a economia, está cada vez mais difícil manter as portas abertas. E conseguir empréstimo, uma das saídas que muitos procuram para colocar as contas em dia, está cada vez mais difícil com os bancos tradicionais. Por isso, muitas pequenas e médias empresas têm recorrido às soluções trazidas por fintechs para se manterem funcionando. 

Comércio luta para seguir de portas abertas

Segundo pesquisa da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) realizada em julho de 2021, 37% dos estabelecimentos ainda funcionavam com as contas no vermelho e mais da metade (54%) tinham contas básicas atrasadas, como aluguel, gás e energia elétrica. 

Embora o setor gastronômico tenha sido um dos mais afetados pelas medidas de distanciamento social trazidas pelo novo coronavírus, pequenas e médias empresas (PMEs) do setor varejista também amargam perdas.

A Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), publicada em outubro pelo IBGE, revelou que o varejo restrito (que exclui setores como construção e automóveis) teve queda de 3,1% em agosto em relação a julho, pior resultado na série histórica para esse mês desde ela começou a ser calculada, em 2000.

Durante a Black Friday e o Natal, datas que costumam trazer bons resultados para o setor,  um levantamento feito pela Boa Vista apontou que 76% dos empresários consultados responderam que não fariam contratações (temporárias ou fixas) para o período e 62% trabalhariam com estoques disponíveis das lojas. O principal motivo, segundo eles, era a falta de capital de giro. 

Pronanpe remediou, mas não resolveu

Para conseguir contornar as dificuldades, muitas PMEs foram atrás de crédito no mercado. Porém, conforme mostrou a pesquisa “Sondagem das Micro e Pequenas Empresas” publicada em julho de 2021 pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), em parceria com a Fundação Getúlio Vargas (FGV), as dificuldades são muitas para quem precisa precisa de crédito nas instituições tradicionais, como os grandes bancos.

Segundo o levantamento, 33% dos empresários consideram altas, enquanto 57% avaliam como “moderadas” as exigências para se obter crédito no mercado. 

Sem ter para onde correr, durante a fase mais dura da pandemia — entre março e junho de 2020 —, muitos comércios baixaram as portas. Para socorrer e evitar ainda mais quebras, o governo criou o Pronanpe (Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte), que segundo o Ministério da Economia socorreu mais de 517 mil empresas em 2020.

Porém, ano passado, a fonte minguou: a injeção de recursos, que em 2020 foi de R$ 37 bilhões, caiu para R$ 25 bilhões em 2021. Outros fatores contribuem para deixar o cenário de crédito ainda mais difícil para o comerciante: mudança nas regras do IOF (Imposto Sobre Operações Financeiras que recai sobre empréstimos e aumentou sua alíquota, tanto para pessoas físicas quanto jurídicas) e alta da taxa de juros (que passou da mínima histórica de 2% ao ano para 7,75% a.a. nos últimos 20 meses).

A alta burocracia dos bancos e custo alto do crédito abriram espaço para a chegada de fintechs que, por meio da tecnologia, derrubaram barreiras para a concessão de empréstimos e trazem soluções mais acessíveis para os empreendedores.

A CashMe, fintech que faz parte do Grupo Cyrela, é fruto desse cenário. A empresa oferece empréstimo com garantia de imóvel — modalidade conhecida como home equity - com condições mais atrativas que nos grandes bancos: taxa de 0,85% ao mês (10,2% ao ano) para créditos acima de R$ 50 mil, valor mínimo. A taxa fixa é somada apenas à inflação no período, resultando em parcelas muito abaixo do que é praticado pelo mercado de crédito.

Outra vantagem é contar com prazo confortável para pagamento, até 240 meses, o que dá tempo para o empreendedor colocar as contas do negócio em dia. “Os empreendedores vêm passando por uma fase maluca agora. A gente sabe que muitos se apertaram e tiveram dificuldades com fluxo de caixa. Por isso oferecemos crédito com prazo longo, que ajuda a dar respiro para o empresário esperar a situação se normalizar”, afirma Felipe Bergamaschi, diretor de Growth da CashMe. 

No site oficial da fintech é possível encontrar as diferentes opções de crédito, até para quem está negativado e tem mais dificuldade para conseguir um empréstimo. O processo para pedir é totalmente online.

“O home equity não avalia apenas a capacidade financeira da pessoa, mas também do imóvel dado em garantia. Essa é uma vantagem porque não é necessário ter nome limpo. Aliás, uma parte relevante dos nossos clientes têm algum tipo de restrição e utiliza os recursos emprestados com a gente para quitar dívidas. Além disso, o processo é muito menos burocrático. Normalmente, para obter crédito as pessoas precisam levar diversos documentos ao banco e aguardar pela resposta, enquanto com a CashMe nós auxiliamos na documentação necessária, junto ao cliente, através da tecnologia”, explica Leandro Mello, diretor jurídico da fintech.

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