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Sinqia

Resultado da Sinqia deve impactar positivamente ações no curto prazo

05 março 2020 - 10h32Por Eduardo Guimaraes

O resultado do quarto trimestre da Sinqia (SQIA3) foi bom e veio em linha com as expectativas em termos de receita líquida, mas abaixo do esperado em termos de lucro líquido. O principal destaque positivo foi o crescimento de 14,7 por cento na carteira orgânica de clientes, sem considerar as aquisições. O lado negativo foi o aumento nas despesas comerciais para acelerar o crescimento orgânico: total de 1,5 milhões de reais e as despesas com integração (earnout) das empresas adquiridas (1,4 milhão de reais em outras despesas no trimestre). A receita líquida totalizou 48,1 milhões de reais, crescimento de 21,2 por cento em relação ao mesmo período de 2018. Em 2019 a receita líquida atingiu 175,1 milhões de reais, aumento de 23,3 por cento em relação a 2018. As aquisições trouxeram 8,6 milhões de receita no trimestre e 24,7 milhões em 2019. O número total de clientes cresceu 71 por cento para 370 clientes em 2019, sendo que o maior cliente contribuiu para 9,4 por cento da receita. A geração de caixa medida pelo Ebitda atingiu 6,4 milhões de reais no trimestre e 21,1 milhões de reais em 2019, com queda na margem Ebitda para 12 por cento em 2019 (13,5 por cento em 2018). Na última linha o lucro líquido somou apenas 200 mil reais no trimestre, com prejuízo líquido de 4,6 milhões em 2019. Esperamos impacto levemente positivo no preço das ações da Sinqia (SQIA3) no curto prazo, pois a companhia deverá apresentar crescimento forte da sua receita em 2020 e 2021, com substituição da receita de implantação de software por receitas recorrentes de serviços no futuro. A companhia continua a seguir a sua estratégia de crescimento por meio de aquisições de empresas: foram cinco aquisições em 2019 (Drive, Attps, Atena, ADSPrev e Stock & Info) com um total de 14 aquisições desde 2005. A empresa realizou recentemente uma oferta de ações (follow-on) de 362,7 milhões de reais para financiar o seu crescimento através de aquisições. Assumindo que a empresa vai utilizar uma razão 1 para 1 de capital próprio e capital de terceiros (dívida), o seu poder de fogo nas aquisições é de cerca de 600 milhões de reais. Neste resultado podemos dizer que a empresa sentiu as “dores do crescimento”, preparando o terreno para os seus resultados futuros com receitas recorrentes na medida em que implantar os softwares da sua carteira de clientes.

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