sábado, 27 de novembro de 2021
Financeiro

Focus: mercado reduz projeção de juros para 5,5% este ano e 6% para 2020; primeiro corte deve ocorrer já neste mês

01 julho 2019 - 18h28Por Angelo Pavini

O mercado financeiro voltou a reduzir suas projeções para os juros básicos da economia e para o crescimento da economia e passou a trabalhar com um corte nos juros já na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) deste mês. Segundo a pesquisa Focus, feita pelo Banco Central e divulgada toda segunda-feira, a perspectiva para a taxa Selic caiu de 5,75% na semana anterior para 5,50% em 2019 e de 6,50% para 6,00% em 2020.

As projeções de curto prazo do mercado mostram também que a expectativa da mediana das projeções é que o corte dos juros comece já neste mês, na reunião do Copom dos dias 30 e 31. A estimativa da taxa Selic para agosto agora é de 6,25% ao ano, ante 6,50% na semana anterior. Ou seja, o Copom deve cortar a taxa básica, hoje de 6,5%, em 0,25 ponto percentual, no primeiro corte de uma série que deve levar a Selic para 5,50% no fim do ano.

Essa queda dos juros será possível graças à redução da inflação. A projeção para o IPCA para 2019 também foi reduzida de 3,82% na semana anterior para 3,80% na semana passada e, para 2020, de 3,95% para 3,91%, enquanto as expectativas para 2021 e 2022 ficaram estáveis em 3,75%.

Para o dólar, a estimativa para o fim de 2019 e de 2020 permaneceu em R$ 3,80 para os dois períodos. Já a estimativa para o PIB em 2019 foi reduzida pela décima oitava semana consecutiva, agora de 0,87% para 0,85%. A expectativa para o PIB de 2020 manteve-se estável em 2,20%.

Desde janeiro, o FOCUS para este ano já recortou o crescimento do PIB de 2,53% para 0,85% (-1,68 ponto percentual); o IPCA de 4,01% para 3,80% (-0,21 ponto); e a taxa Selic média de 6,59% para 6,22% (-0,37 ponto), destaca Fernando Miguel Montero, economista-chefe da Tullet Prebon.

Ele destaca que os analistas começam a ver inflação e crescimento menores também no ano que vem, e se apressam a cortar seus juros.  Visto de hoje, o próximo ano pode recuperar -após uma década espantosa- uma taxa básica de juros inferior ao crescimento nominal da economia.

Para o economista, revisões devem prosseguir: uma inflação abaixo das metas no horizonte relevante abre espaço para novas previsões baixistas nos juros, até reancorar as projeções. Esse movimento comportaria menos juros com (algo) mais inflação e, provavelmente, mais PIB (caso o dólar não abra espaço para mais importações).  “É um território incerto, acelerado pelo quadro externo, que o encaminhamento das reformas precisa manter aberto”, diz.

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