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Crescimento

Em maio, só 21% guardaram dinheiro; 40% sacaram para fechar o mês; 65% preferem a poupança e 25% deixam dinheiro em casa

17 junho 2019 - 11h53Por Angelo Pavini
O crescimento da economia abaixo do esperado mexe com a capacidade da população em guardar dinheiro e está levando muitos a sacar de aplicações para fechar o mês. Ao mesmo tempo, a maioria que consegue economizar escolhe aplicações de menor risco, mas de baixo rendimento, sendo que boa parte nem investe o dinheiro, deixando-o parado em casa ou na conta, abrindo mão dos ganhos. É o que mostra o o Indicador de Reserva Financeira, apurado pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil). Em maio, somente 21% dos entrevistados conseguiu guardar dinheiro e 69% afirmaram que não conseguiram economizar nada. Em abril, 20,3% tinham guardado e 72,6% não. Entre os que dizem que têm o hábito de guardar dinheiro, que são 34% do total, 65% preferiram aplicar na poupança. Apenas 8% disseram que aplicaram em previdência privada e 7% em títulos do Tesouro Direto. Já 20% dos que tiveram sobras deixaram o dinheiro parado em conta corrente, e 25% levaram os recursos para casa, mesmo correndo o risco de assaltos. A soma dos percentuais supera 100% porque a mesma pessoa pode ter tanto guardado na poupança quanto deixado parte do dinheiro na conta ou levado para casa.

Metade não tem reservas

Ao mesmo tempo, 56,9% dos entrevistados dizem não ter o hábito de poupar, E a quase a totalidade, ou 50,1%, afirmam não ter reservas para emergências.

17% têm medo de perder em aplicações

De acordo com o levantamento, as principais justificativas para esse comportamento estão ligadas ao perfil conservador do brasileiro: 28% preferiram guardar o dinheiro em um lugar onde possam sacar com facilidade. Outros 28% afirmaram não ter sobras suficientes para investir em aplicações mais arrojadas, enquanto 20% disseram estar acostumados com as modalidades tradicionais. Já 17% afirmaram ter medo de perder dinheiro.

Investidor demasiadamente moderado

Na avaliação do presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro Junior, há um grande desconhecimento sobre as opções que o investidor tem à disposição, componente que contribui para um perfil demasiadamente moderado na hora de escolher o tipo de investimento. “É preciso que alguns paradigmas sejam abandonados, como a crença de deixar todos os recursos apenas em aplicações com as quais o brasileiro já está acostumado. Se a intenção é manter o dinheiro aplicado por muito tempo, a diferença de rendimento entre a tradicional poupança e outras modalidades pode ser relevante. Por isso, é essencial conhecer as regras e o funcionamento de outras aplicações para tomar as melhores decisões”, destaca.

Valor guardado em média é de R$ 374

O indicador também mostra que o brasileiro continua com dificuldades em poupar. Apenas 21% fizeram algum tipo de reserva financeira em abril, em contraponto à maioria (69%) que não conseguiu guardar dinheiro e 10% não responderam. Em média, os que investiram destinaram um valor de R$ 374.

Prioridade é proteger-se de imprevistos

Proteger-se contra imprevistos é o principal objetivo daqueles que possuem o hábito de poupar. Seis em cada dez (60%) reservam um percentual de seus rendimentos para situações inesperadas que podem fugir do controle em razão de estarem desempregadas ou para despesas com saúde. Também observa-se uma preocupação em garantir um futuro melhor para os familiares (36%) e com o preparo para aposentadoria (14%).

40% dos poupadores tiveram de sacar em abril

Outro dado mostra que entre os poupadores habituais, 40% tiveram de sacar parte de seus recursos guardados. Um dos principais destinos dessa quantia foi para cobrir despesas com imprevistos (10%). Há ainda 13% que tiveram de usar esse dinheiro para pagar contas do mês e 10% que saldaram dívidas atrasadas com o recurso. “Deixar dinheiro guardado para o caso de imprevistos é uma estratégia inteligente. Assim, em momentos de aperto, evita-se recorrer a empréstimos ou algum outro tipo de crédito, que pode cobrar juros elevados e dificultar ainda mais a situação financeira”, analisa o educador financeiro do SPC Brasil, José Vignoli.

Educador dá dicas para guardar melhor o dinheiro

– “Quero sacar com facilidade” (a conhecida liquidez): buscar uma aplicação que possa socorrer o consumidor na hora de imprevistos é importante. A poupança cumpre esse papel, mas tem o inconveniente de render pouco e, não raro, abaixo da inflação. Outras opções são os CDBs e os fundos de investimentos com liquidez diária, além do Tesouro Selic; – “Meu dinheiro é pouco”: a partir de R$ 30 por mês é possível aplicar no Tesouro Direto Selic. Com vencimento em março de 2025, por exemplo, o investidor poderá resgatar R$ 2.613,10. Sempre que possível, recomenda-se aumentar os aportes mensais para que a reserva cresça mais rapidamente; – “Tenho medo de perder dinheiro”: em investimentos em renda variável (ações, por exemplo) o risco existe, mas há outras opções em que esse risco é muito baixo ou, quase nulo. Modalidades como CDB e a poupança são resguardadas pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC) em até R$ 250 mil por banco por CPF. – “É mais seguro guardar em casa”: com o dinheiro mantido em casa, há a possibilidade de que a reserva seja roubada, além das perdas com a inflação.

Pesquisa ouviu 800 pessoas

O indicador abrange 12 capitais das cinco regiões brasileiras: São Paulo; Rio de Janeiro; Belo Horizonte; Porto Alegre; Curitiba; Recife; Salvador; Fortaleza; Brasília; Goiânia; Manaus; e Belém. Juntas, essas cidades somam aproximadamente 80% da população residente nas capitais. A amostra, de 800 casos, foi composta por pessoas com idade superior ou igual a 18 anos, de ambos os sexos e de todas as classes sociais. A margem de erro é de 3,5 pontos percentuais a uma margem de confiança de 95%.

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