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Destaques: Tesla no S&P 500 e recuo nas ações

17 novembro 2020 - 10h38Por Investing.com

Por Geoffrey Smith, da Investing.com - A Tesla (NASDAQ:TSLA) (SA:TSLA34) chega à terra prometida do S&P 500, ações recuam dos recordes registrados na esteira do anúncio sobre a vacina da Moderna (NASDAQMRNA), vendas no varejo dos EUA e produção industrial estão no radar e os especialistas técnicos da Opep se reúnem para analisar o mercado de petróleo.

Aqui está o que você precisa saber sobre os mercados financeiros nesta terça-feira, 17 de novembro.

1. Tesla quebra o S&P 500

A Tesla chegou à terra prometida. A partir de 21 de dezembro, a empresa de carros elétricos de Elon Musk será admitida no índice S&P 500, momento em que os US$ 11,2 trilhões de fundos que usam o índice como referência terão que incluir exposição proporcional às ações da montadora.

O S&P disse que, devido ao tamanho da Tesla - com mais de US$ 400 bilhões, ela é a empresa mais valiosa a ser admitida no índice - fará uma consulta para incorporá-lo em duas etapas (em 14 e 21 de dezembro), em vez de uma só.

Este é o momento que os investidores de varejo que impulsionaram a alta vertiginosa das ações no início deste ano estavam esperando: a oportunidade de vender para uma pessoa ou robô que não tem escolha a não ser comprar. Apesar de ser amplamente antecipada, a notícia ainda empurrou a ação para uma alta de 12,5% no pré-mercado, 10% acima de seu máximo histórico.

2. Trump tenta deixar sua marca no Afeganistão, Alasca e no Fed

O presidente Donald Trump continua a tornar a vida o mais difícil possível para o novo governo. O Wall Street Journal disse que o atual governo está traçando planos para ordenar uma nova retirada das tropas dos EUA do Iraque e do Afeganistão até 15 de janeiro, cinco dias antes de ele deixar o cargo.

O líder do Senado, Mitch McConnell, disse que a medida seria uma bênção para a Al Qaeda e o Taleban, e um abandono ao governo afegão, que está lutando contra o Taleban. Ele comparou o movimento à retirada do Vietnã pelos EUA em 1975.

Além disso, o Departamento do Interior está finalizando ordens para permitir o desenvolvimento de petróleo no Refúgio Nacional da Vida Selvagem do Ártico, no Alasca, algo que o presidente eleito Joe Biden prometeu bloquear.

O plano de Trump para encher o conselho do Federal Reserve com partidários, no entanto, enfrenta resistência. Na segunda-feira, Lamarr Alexander se tornou o terceiro senador republicano, depois de Mitt Romney e Susan Collins, a dizer que não votaria na nomeação de Judy Shelton para o conselho de governadores do Fed.

3. Ações apontam para recuo; balanço do Walmart (NYSE:WMT) (SA:WALM34) no radar

As ações dos EUA devem abrir em leve queda, apagando parte da alta de segunda-feira que levou o Dow Jones e o S&P 500 a novos recordes.

Por volta das 08h59, o Dow Jones Futuros e o S&P 500 Futuros caíam 0,45% e 0,56%, respectivamente, enquanto o Nasdaq 100 Futuros subia 0,27%.

O Walmart e a Home Depot (NYSE:HD) (SA:HOME34) lideram uma pequena lista de balanços de empresas a serem divulgados na segunda-feira. A Home Depot deu o pontapé inicial, com ganhos que superaram as expectativas em pouco menos de 4%.

Também em foco estará a Berkshire Hathaway, de Warren Buffett (NYSE:BRKa) (SA:BERK34), que disse que, após o fechamento da noite passada, comprou participações em quatro grandes empresas farmacêuticas - Pfizer (NYSE:PFE) (SA:PFIZ34), AbbVie (NYSE:ABBV) (SA:ABBV34), Merck (NYSE:MRK) (SA:MRCK34) e Bristol-Myers (SA:BMYB34) (NYSE:BMY). Todos os quatro viram as vendas de seus principais produtos sofrerem este ano, já que a Covid-19 interrompeu os programas de tratamento para outras doenças.

4. Produção industrial, vendas no varejo em foco

O calendário de dados econômicos é liderado pela divulgação dos dados de produção industrial e vendas no varejo dos EUA para outubro, às 11h15 e 10h30, respectivamente.

A produção industrial caiu em setembro pela primeira vez em cinco meses, mas deve voltar a crescer com alta de 1% no mês passado.

As vendas no varejo, por sua vez, estão em uma sequência de vitórias de cinco meses, após um aumento de 1,9% em setembro. Como eles representam uma parte grande da economia dos EUA, o mercado estará olhando de perto para ver se essa tendência pode ser sustentada.

5. Especialistas da OPEP+ se encontram; relatório API no radar

O chamado bloco OPEP+ de produtores de petróleo realizará uma reunião virtual de técnicos para avaliar a situação do mercado de petróleo, duas semanas antes de seus ministros decidirem sobre a política de produção do bloco para os próximos meses.

A reunião do ‘Comitê Técnico Conjunto’ não tomará nenhuma decisão sobre a política de produção, mas suas recomendações terão naturalmente um grande peso. A sessão aberta da reunião começa às 11h00, horário de Brasília.

Antes da reunião, a Arábia Saudita e a Rússia sugeriram fortemente que estão prontas para adiar um aumento de produção planejado de quase 2 milhões de barris por dia, que está programado para o início do próximo ano. Há temores de que a demanda global não seja forte o suficiente para absorver o aumento da oferta.

Em outro lugar, o American Petroleum Institute apresentará seus dados de inventário dos EUA da semana passada. Os comerciantes estarão olhando para ver de que maneira a contradição implícita entre os relatórios da API e do governo na semana passada serão resolvidos.

Veja os fatores que influenciam os mercados hoje

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