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CSN: IPO de mineradora e venda de subsidiária podem ser usados para desalavancagem

29 julho 2020 - 17h57Por Investing.com

Por Ana Julia Mezzadri, da Investing.com - A CSN (SA:CSNA3) considera a venda de ativos, a abertura de capital de subsidiárias ou ambas estratégias para cumprir seu objetivo de redução da alavancagem para 2020 e 2021, de acordo com Marcelo Cunha Ribeiro, diretor de RI, e Luis Fernando Barbosa Martinez, diretor executivo da companhia. Os dois executivos avaliaram, nesta quarta-feira, os resultados no segundo trimestre, que foram divulgados ontem após o fechamento do mercado e vieram melhor que o esperado, e as perspectivas de curto prazo da siderúrgica.

Ao final da sessão desta quarta-feira (29), os papéis da CSN tiveram uma das maiores altas do Ibovespa hoje. As ações subiram 5,69% a R$ 13,00%, chegando a uma valorização de 10% na abertura. 

Redução do endividamento e desalavancagem

Um grande desafio que a empresa enfrenta é o alto endividamento. Entre abril e junho, a companhia teve acesso a novos financiamentos pelo Banco do Brasil (SA:BBAS3) e bancos privados, o que representou um importante acréscimo de liquidez. O alongamento de prazos com fornecedores e a redução dos prazos de recebimento de exportações também foram utilizados.

Tudo isso foi essencial para compensar o crescimento da dívida causado pela variação do câmbio, visto que 70% do endividamento da CSN é em dólar. Além disso, a política de hedge, segundo os executivos, protegeu o resultado da volatilidade de câmbio. Até o fim de 2020, o guidance da companhia é de redução da alavancagem para 3,75x e para abaixo de 3x em 2021. O guidance para a dívida líquida é de R$ 23 bilhões.

Para isso, uma das estratégias mencionadas na conferência é a redução dos investimentos no segundo semestre, mantendo-o no mínimo, apenas para manutenção. Além disso, será necessária a venda de ativos, a abertura de capital de subsidiárias ou ambos. Os principais projetos, segundo os executivos, são o IPO do braço de mineração e a venda da subsidiária da Alemanha. Além da desalavancagem, o objetivo destas medidas é o reinvestimento: “Estamos fazendo isso para buscar oportunidades de crescimento atrativas, e a principal delas é a expansão da mineração.”

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Bons resultados, apesar da pandemia

Apesar do alto endividamento e alavancagem, o resultado veio melhor do que o esperado, impulsionado por uma surpresa positiva na siderurgia e em demais negócios como o cimento, além de uma política de conteção de gastos. O maior responsável pelo resultado “que surpreendeu até mesmo os mais otimistas”, nas palavras de Ribeiro, foram os bons preços.

Outro assunto muito comentado, obviamente, foi o impacto da pandemia de coronavírus na empresa. Segundo Ribeiro, os gestores operacionais da empresa têm conseguido resultados positivos apesar das circunstâncias, que criaram uma expectativa de impacto muito profundo. “Acreditamos que o pior já tenha passado. Daqui em diante teremos um risco muito reduzido de que isso continue a prejudicar os negócios”, completou. Além disso, o executivo afirmou que a recuperação tanto na demanda quanto nas operações tem sido mais rápida do que se imaginava, sobretudo pela recuperação do setor industrial da China.

Veja os fatores que influenciam os mercados nesta quarta-feira (29)

Resultados 2T20

A Companhia Siderúrgica Nacional divulgou nesta terça-feira lucro líquido de 446 milhões de reais no segundo trimestre. Por outro lado, um ano antes, o prejuízo de 1,3 bilhão. Nesse sentido, o resultado é impulsionado por preços maiores de aço e efeitos financeiros.

Apesar disso, a empresa encerrou o trimestre com um aumento na alavancagem financeira, que passou a 5,17 vezes, medida pela relação dívida líquida sobre lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado. Nos três primeiros meses de 2020, a relação tinha sido de 4,78 vezes.

Com isso, o cronograma de amortização de dívida da CSN passou a ser de 1,5 bilhão de reais este ano, 3,9 bilhões em 2021, 5,3 bilhões em 2022 e de 8,5 bilhões em 2023.

A companhia teve Ebitda ajustado de 1,925 bilhão de reais no segundo trimestre, redução de 19% sobre o desempenho de um ano antes. Além disso, a pandemia de covid-19 também provocou efeitos na venda. Dessa forma, a companhia teve queda de 14% nas vendas de aço e de 24% nas exportações de minério de ferro.

Com isso, a receita líquida recuou 10%, a 6,22 bilhões de reais no trimestre.

Mas a última linha do balanço recebeu impulso do resultado financeiro positivo de 285 milhões de reais, ante desempenho negativo de 358 milhões um ano antes. Isso foi fruto de valorização das ações que detém na rival Usiminas (SA:USIM5), "que gerou ganho sem efeito caixa de 523 milhões de reais, bem como receitas financeiras oriundas de créditos indenizatórios", afirmou a CSN.

- Com participação da Reuters

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