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Cresce a atuação dos fundos de investimento na compra de ações

08 junho 2020 - 12h33Por Investing.com
Por Gabriel Codas Investing.com - Nos cinco primeiros meses do ano, os fundos de investimento ampliaram a participação na aquisição de ações, conforme mostram os resultados do boletim de mercado de capitais da Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais), que foi divulgado nesta segunda-feira. De acordo com o levantamento, do total de R$ 31,6 bilhões emitidos em ações (IPOs e follow-ons) entre janeiro e maio, os fundos foram responsáveis pela subscrição de 50,5%, contra 44,3% no mesmo intervalo do ano passado. Os investidores estrangeiros, que historicamente lideravam essas aquisições, ficaram com 27,7% (entre janeiro e maio de 2019 estavam com 51,9%). José Eduardo Laloni, vice-presidente da Anbima explicou que o apetite dos investidores locais tem crescido para as ofertas de ações, o que é importante para o desenvolvimento do mercado. “Com os juros baixos, tanto os fundos quanto as pessoas físicas estão buscando opções para rentabilizarem suas carteiras", disse. A participação dos investidores finais também cresceu neste ano: no período, as pessoas físicas ficaram com 16,1% do volume de ações emitido, contra 0,8% no mesmo período do ano passado. Maio foi marcado ainda pelo primeiro IPO após o início da crise desencadeada pela pandemia de Covid-19: a oferta da Estapar levantou R$ 345 milhões. Entre janeiro e maio, os IPOs somam R$ 4,3 bilhões contra R$ 772 milhões no mesmo intervalo de 2019. Na renda fixa, as debêntures continuam liderando as operações em 2020. Em maio, foram R$ 6,3 bilhões emitidos a partir desses títulos. No ano, o volume chega a R$ 38,8 bilhões - resultado que fica abaixo dos R$ 69,7 bilhões registrados nos cinco primeiros meses de 2019. As notas promissórias, que em abril registraram resultado recorde de R$ 13,1 bilhões, retomaram o patamar dos meses anteriores em maio, atingindo R$ 1,4 bilhão. No ano, foram emitidos R$ 17,4 bilhões pelo instrumento. No acumulado de operações concluídas até maio pelas companhias locais no mercado de capitais, o volume chega a R$ 126,1 bilhões. O montante representa alta de 6,7% sobre janeiro a maio do ano passado, quando foram atingidos R$ 118,2 bilhões. Até o fim de maio, 55 ofertas, incluindo debêntures, CRAs, CRIs, FIDCs, ações e fundos imobiliários estão em andamento, em análise pela CVM (Comissão de Valores Mobiliários) ou pelo convênio entre a ANBIMA e a autarquia, podendo chegar a R$ 12,1 bilhões
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