Crédito estruturado: Empresa movimenta R$ 1,7 bilhão e cresce 115% com foco em cultura

O investimento em cultura organizacional tem ganhado relevância no mercado financeiro como fator estratégico de desempenho. Estudos amplamente utilizados pelo setor indicam que empresas com alto engajamento registram até 21% mais lucratividade e 17% mais produtividade. Companhias com cultura estruturada também reduzem em até 30% a rotatividade e apresentam níveis de absenteísmo até 41% menores.

Em cenários econômicos adversos, organizações com equipes engajadas elevam em até 25% as chances de sustentar crescimento consistente, reforçando a conexão entre gestão de pessoas e resultado financeiro. Nesse contexto, a Audax Capital encerrou 2025 com R$ 1,7 bilhão em volume de operações de crédito, crescimento de 115% em relação a 2024, quando o total operado ficou próximo de R$ 830 milhões.

Expansão em cenário restritivo

A expansão ocorreu em um ambiente marcado por juros elevados, maior rigor na concessão de crédito e menor apetite dos bancos ao risco corporativo. Para Pedro Da Matta, CEO da empresa, o avanço está ligado à mudança de postura dos empresários diante do custo do capital. “Em 2024, muitas empresas ainda estavam tentando se reorganizar para sobreviver em um cenário de juros altos. Em 2025, o comportamento mudou.

O empresário passou a olhar o crédito com mais consciência do custo e da estrutura. Nosso crescimento veio dessa leitura mais responsável do risco, não de uma busca por volume a qualquer preço”, afirma. A empresa atua desde 2015 no mercado de crédito estruturado, com operações de antecipação de recebíveis e financiamentos lastreados em ativos reais, e administra cerca de R$ 450 milhões em ativos.

Resultado financeiro vira distribuição

O desempenho financeiro abriu espaço para uma política estruturada de valorização interna. Em 2025, a empresa distribuiu R$ 920 mil em Participação nos Lucros e Resultados (PLR) e promoveu o sorteio de um carro zero quilômetro, avaliado em aproximadamente R$ 140 mil, entre os colaboradores. “Cultura não é discurso nem prêmio isolado. Quando a empresa é bem gerida e lucrativa, ela consegue repartir resultados de forma real. Valorizar pessoas é uma decisão econômica e estratégica, não apenas institucional”, conclui Pedro Da Matta.

Para os próximos ciclos, a expectativa é manter a expansão com disciplina de crédito e foco na qualidade das operações, preservando a cultura organizacional como ativo estratégico em um mercado cada vez mais seletivo.