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futebol

Como o mercado pode ajudar os clubes de futebol

14 agosto 2020 - 17h47Por Redação SpaceMoney

Antes da pandemia, os clubes de futebol brasileiros já enfrentavam dificuldades financeiras: a receita em patrocínio, por exemplo, caiu mais de R$ 130 milhões de 2017 para 2018, segundo relatório da consultoria Sports Value.

A pandemia agravou a situação, com impactos nos programas de fidelidade de torcedores e queda nas verbas de TV e ingressos de jogos. Nesse contexto, surge a questão: o mercado pode atenuar esse problema?

De fundos de investimento até listagem em bolsas de valores, alguns clubes fizeram gols fora dos campos e encontraram alternativas para driblar problemas financeiros.

Conheça alguns dos cases de sucesso: 

1. FIDCs

O São Paulo Futebol Clube foi o primeiro do Brasil a lançar um fundo de investimento no mercado. Lançado no ano passado, o Fundo de Investimento em Direitos Creditórios chamado Brasileirão Fidc-NP é destinado a investidores profissionais. 

A garantia oferecida pelo tricolor foi 50% do contrato de transmissão pay-per-view de jogos com a Rede Globo. Com rentabilidade alvo de 160% do CDI, o fundo deve pagar juros até março de 2023. O fundo é de baixo risco, com rating brA-, segundo a avaliação da agência Standard & Poor's.

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2. Na bolsa de valores

Nenhum clube brasileiro se aventurou na B3, a bolsa brasileira — pelo menos, ainda não. Mas não faltam exemplos no exterior: Manchester United, da Inglaterra; Roma, da Itália; e Borussia Dortmund, da Alemanha são só alguns dos exemplos.

Para esses times, os movimentos dentro de campo refletem o desempenho das ações. Assim, o futebol parado durante a pandemia de coronavírus fez os papéis da Juventus, da Itália, chegaram a cair 39%.

3. Clube-empresa no Brasil

Hoje em dia, a maioria dos times de futebol brasileiros são, juridicamente, associações sem fins lucrativos. No entanto, a indústria por trás do esporte pode forçar uma transformação para empresas, com o objetivo de lucro e dominação do mercado, assim como acontece em outros setores.

Entre polêmicas, a possibilidade foi aprovada em 2019 na Câmara dos Deputados. O Red Bull Bragantino, por exemplo, é do conglomerado de bebidas energéticas; também nesse sentido, o Botafogo, do Rio de Janeiro, está caminhando para adotar o modelo de clube-empresa

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